"Não haverá nenhuma correção do Papa”, afirma Cardeal Müller

Revista ihu on-line

Base Nacional Comum Curricular – O futuro da educação brasileira

Edição: 516

Leia mais

Renúncia suprema. O suicídio em debate

Edição: 515

Leia mais

Lutero e a Reforma – 500 anos depois. Um debate

Edição: 514

Leia mais

Mais Lidos

  • Um milhão de crianças fora da escola: o absurdo do trabalho infantil no Brasil

    LER MAIS
  • Papa pede boicote a bens produzidos por trabalhadores forçados

    LER MAIS
  • Discurso da esquerda não dá a Lula a menor chance de fazer bom governo

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

10 Janeiro 2017

Em relação com os "dubia" apresentados pelos quatro cardeais acerca da exortação "Amoris laetitia", o Cardeal Gerhard Ludwig Müller, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, intervém novamente afirmando que "neste momento não é possível uma correção do Papa porque não há nenhum perigo para a fé". O cardeal, em uma entrevista com Fabio Marchese Ragona, do Tgcom24, no âmbito do programa Estancias Vaticanas, também expressou irritação após a publicação dos "dubia".

A reportagem é de Andrea Tornielli, publicada por Vatican Insider, 08-01-2017. A tradução é de Henrique Denis Lucas.

Como podemos recordar, pouco mais de um mês após a apresentação dos cinco "dubia" (sobre a interpretação de "Amoris laetitia", a propósito dos sacramentos para os divorciados que novamente casaram, apresentados de acordo com a modalidade técnica de uma petição de esclarecimentos à Congregação para a Doutrina da Fé) os quatro cardeais signatários, Walter Brandmüller, Raymond Leo Burke, Carlo Caffarra e Joachim Meisner, decidiram publicá-los na mídia. A publicação aconteceu poucos dias antes do Consistório de outubro de 2016. Nas semanas seguintes, o Cardeal Burke falou em diversas ocasiões de uma possível e próxima "correção formal" do Papa, caso não houvesse nenhuma resposta. Em uma entrevista com o Vatican Insider, o Cardeal Brandmüller indicou que essa correção seria realizada em primeira instância em "camera caritatis" e, portanto, que não seria publicada.

Agora, o Prefeito da Doutrina da Fé parece afastar a hipótese da "correção". Todos, disse Müller ao Tgcom24, "especialmente os cardeais da Igreja Romana, tem o direito de escrever uma carta ao Papa. No entanto, fiquei surpreso porque esta foi tornada pública, quase obrigando o Papa a dizer "Sim" ou "Não". Não gosto disto. Inclusive uma possível correção fraterna do Papa", acrescentou," parece-me muito distante, não é possível neste momento, pois não se trata de um perigo para a fé, como disse São Tomás".

O Prefeito do ex-Santo Ofício continuou: "Estamos longe de uma correção e digo que é um ultraje para a Igreja discutir estas coisas publicamente. "Amoris laetitia" é muito clara na sua doutrina e podemos interpretar toda a doutrina de Jesus sobre o matrimônio, toda a doutrina da Igreja, em 2000 anos de história". O Papa Francisco, concluiu o cardeal, "pede para que saibamos discernir a situação dessas pessoas que vivem em uma união não-regular, ou seja, que não estão de acordo com a doutrina da Igreja sobre o casamento, e pede que ajudemos essas pessoas a encontrar um caminho para uma nova integração na Igreja segundo as condições dos sacramentos e da mensagem cristã do matrimônio. Mas eu não vejo nenhuma contraposição: por um lado, temos a doutrina clara sobre o casamento, por outro, a obrigação da Igreja de se preocupar com essas pessoas em dificuldade".

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

"Não haverá nenhuma correção do Papa”, afirma Cardeal Müller - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV