Macri troca ministro da Fazenda em meio a resultados negativos na economia

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Por: João Flores da Cunha | 05 Janeiro 2017

O ministro da Fazenda e Finanças argentino, Alfonso Prat-Gay, foi demitido pelo presidente do país, Mauricio Macri. A decisão do mandatário foi tomada ao fim de seu primeiro ano de governo, que teve números negativos na economia. A saída de Prat-Gay foi anunciada no dia 26-12, e ele deixou o cargo no dia 01-01-2017.

O presidente também dividiu o ministério em dois: a partir de agora, haverá a pasta da Fazenda, comandada por Nicolás Dujovne, e a de Finanças, que ficará a cargo de Luis Caputo. Ambos são economistas próximos a Macri. Caputo já estava no governo, e Dujovne exercia o cargo de assessor no Senado de um partido que integra a coalizão de Macri (Cambiemos). A reestruturação foi decidida “em função dos desafios que temos no próximo ano”, declarou o chefe de gabinete de Macri, Marcos Peña.

Prat-Gay esteve à frente do ajuste fiscal implementado por Macri em seu primeiro ano de governo, que envolveu, entre outras medidas, o aumento de tarifas que eram fortemente subsidiadas, como a de energia elétrica, gás e o transporte público. Ele também liderou o acordo com os chamados fundos abutres – investidores que não aceitavam renegociar a dívida que a Argentina mantinha com eles. Isso permitiu que o país fizesse as pazes com o mercado de crédito internacional, ao qual não tinha acesso desde o calote de 2002.

Antes de deixar o cargo, Prat-Gay valorizou a anistia fiscal, que fez com que argentinos declarassem 90 bilhões de dólares que estavam no Exterior (a iniciativa é análoga à lei de repatriação aprovada no Brasil em 2016). Os impostos pagos pela repatriação desse valor injetaram quase 6 bilhões de dólares nas contas do governo. Outra medida importante na gestão de Prat-Gay foi a aprovação no Congresso de modificações no imposto de renda do país.

O saldo de seu período à frente da economia argentina, porém, é negativo. O Produto Interno Bruto – PIB do país teve uma retração de 3,8% no terceiro semestre do ano na comparação com o mesmo período de 2015. Problemas herdados do kirchnerismo não foram resolvidos em 2016: a inflação e o déficit – diferença entre o que o governo gasta e o que arrecada – se mantiveram altos. Além disso, a dívida pública do país aumentou, uma vez que o governo pôde voltar a tomar empréstimos de credores internacionais.

Parte fundamental da política econômica do governo Macri está baseada na abertura do país, com o fim de medidas protecionistas tomadas nos governos de Néstor Kirchner e Cristina Fernández de Kirchner. O objetivo do governo é gerar um aumento do investimento estrangeiro na Argentina; no entanto, essa expectativa ainda não se materializou.

Apesar da crise econômica vivida pelo país, o presidente mantém altos níveis de aprovação, acima de 50%. Uma eventual perda de popularidade pode ser fatal para seu governo: em outubro, haverá no país eleições legislativas que irão renovar metade da Câmara dos Deputados e um terço do Senado. Um resultado ruim da coalizão Cambiemos no pleito enfraqueceria o presidente, que hoje governa com minoria no Congresso.

Prat-Gay é a segunda baixa relevante do governo de Macri, e ocorre poucos dias após a primeira. Em 21-12, a presidenta das Aerolíneas Argentinas, Isela Costantini, havia renunciado ao cargo, alegando motivos pessoais. As razões de sua saída do governo não são claras, mas há especulações na imprensa local de que ela estaria em desacordo com os rumos da política econômica argentina. Antes de assumir a empresa aérea nacional, que é deficitária, Constantini era CEO da General Motors no país.

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