"Jesus, meu irmão": a espiritualidade de Charles de Foucauld. Um filme

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01 Dezembro 2016

“A sua participação foi total na existência. Uma vida dedicada ao mundo. Mais no mundo do que isso, morre-se”, diz a diretora e roteirista italiana Liliana Cavani, recordando o documentário que, em 1964, ela dedicou aos Irmãozinhos de Jesus e à espiritualidade de Charles de Foucauld; uma vida que, quanto mais se afasta no tempo, mais parece ser livre, fascinante, misteriosamente fecunda.

A reportagem é de Silvia Guidi, publicada no jornal L’Osservatore Romano, 30-11-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

“Interessava a ele – continua – testemunhar, estar presente, ver, observar, contagiar com o espírito. Ele se fez monge para isso. A solidão, na realidade, era uma contínua oportunidade de encontro. Durante anos, ele foi o jardineiro de um pequeno grupo de clarissas, dormindo na igrejinha do convento ou no barracão das ferramentas na horta. Depois, optou por viver entre os tuaregues e conservar a memória da sua língua.”

Gesù mio fratello. Vita e spiritualità di Charles de Foucauld e dei piccoli fratelli di Gesù [Jesus, meu irmão. Vida e espiritualidade de Charles de Foucauld e dos Irmãozinhos de Jesus] nasceu de uma proposta de Pier Emilio Gennarini, gerente da Rai de grande competência e grande paixão pelo seu trabalho.

“Na vida, creio eu, ele não assinou quase nada”, lembraria Furio Colombo, recordando a vivacidade cultural da Radiotelevisão Italiana do início dos anos 1960, “mas eu o considero o melhor jornalista que jamais encontrei em diversas e variadas carreiras. Era o tipo que, diante da incerteza – ‘Mas eu posso fazer?’ – respondia: ‘Se você acha que é a coisa certa, tente. É um risco, mas por que renunciar?’”.

Foi possível realizar o documentário graças também à amizade com o padre René Voillaume, prior geral dos Irmãozinhos até 1965, e ao seu arquivo sobre o padre Charles. “Alguns deles trabalhavam em uma fábrica metalúrgica de Marselha, mas não era possível filmá-los dentro do estabelecimento. Outros viviam no Líbano e na Síria. Lembro-me de um deles, médico oculista, entristecido porque muitas crianças tinham patologias graves nos olhos. E as irmãs que viviam em Damasco, em uma favela, uma trabalhava em uma fábrica de malas, outra ajudava gratuitamente as famílias em dificuldade, cuidando dos filhos pequenos. Eles arregaçavam as mangas e faziam o serviço, trabalhando e rezando. Um deles, motorista de caminhão, me dizia: ‘Eu rezo por aqueles que não têm tempo para fazer isso ou não têm vontade’. Eles viviam misturados com as pessoas. Não queriam entrevistas em público. Em Marselha, eu os filmei em um pequeno apartamento muito modesto, ou de longe, enquanto iam para o trabalho de bicicleta, em uma refinaria perto do porto. Muitos deles eram muito jovens. Eu me lembro do seu prior, um milanês muito doce. Uma atividade silenciosa, mas muito eficaz. Uma verdadeira liberdade interior, reproposta a cada dia, nunca velha, nunca repetitiva, sempre cheia de frescor, um modo de vida semelhante ao dos franciscanos primitivos.”

Assista ao documentário abaixo, no italiano original, a partir de 5’30’’:

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