Papa estabelece um dia de oração pelas vítimas dos abusos sexuais

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13 Setembro 2016

O Papa Francisco segue em frente na sua cruzada contra os abusos sexuais na Igreja. Assim, durante a última reunião da Pontifícia Comissão para a Proteção dos Menores, realizada na semana passada em Roma, Bergoglio aprovou o pedido para que as conferências episcopais de todo o mundo estabeleçam um dia para rezar pelos sobreviventes e pelas vítimas dos abusos sexuais, como parte da iniciativa do Dia Universal de Oração.

A reportagem é do sítio Religión Digital, 12-09-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

"A Comissão acredita que a oração pública também é uma forma importante de demonstrar uma maior conscientização na Igreja", informa o Vaticano. O próximo passo dos trabalhos da Comissão – que avançam na atualização dos projetos em curso e no desenvolvimento dos esboços das propostas – é a entrega ao papa de uma proposta com diretrizes sobre a proteção e a salvaguarda das crianças, adolescentes e adultos vulneráveis.

De acordo com o Vaticano, o pontífice manifestou a sua satisfação a várias conferências episcopais que já estão dando seus passos. Entre elas, está a australiana, que escolheu como Dia de Oração o domingo, 11 de setembro, coincidindo com o Dia Nacional de Proteção da Infância.

Além disso, os bispos das Filipinas, por sua vez, já começaram a discutir a melhor maneira de celebrar o Dia de Oração e, em breve, anunciarão uma data. As conferências episcopais da África do Sul (SACBC) adotaram a proposta dedicando três dias para a iniciativa: da sexta-feira, 2 de dezembro, até o domingo, 4 de dezembro, segundo domingo do Advento. A sexta-feira será um dia de jejum, haverá uma vigília penitencial no sábado e, no domingo, será lida em todas as paróquias uma declaração redigida pela SACBC.

Além disso, o Vaticano informou que a Pontifícia Comissão para a Proteção dos Menores terá, nos próximos dias, o seu próprio site para impulsionar os esforços da Comissão na hora de colaborar com as Igrejas locais e difundir a importância da proteção e da salvaguarda dos menores e adultos vulneráveis.

Como aponta a Santa Sé, espera-se que ele "represente um recurso útil para a Igreja e para todas as pessoas de boa vontade" no objetivo comum de fazer da Igreja e da sociedade "um lar seguro para todos".

Sobre os trabalho dessa Assembleia Plenária, procedeu-se com os relatórios dos membros sobre os progressos dos programas de educação que já estão em curso, tanto no Vaticano quanto em nível local. "Essas iniciativas fazem parte dos esforços da Comissão para estar a serviço do Santo Padre, colocando os seus conhecimentos à disposição das Igrejas locais e dos líderes religiosos. Os membros da Comissão também foram convidados a dar palestras e a participar em diversas conferências e oficinas nos cinco continentes", indicaram.

Além disso, especifica-se que, durante as reuniões, falou-se do motu proprio do Santo Padre "Como uma mãe amorosa". "A responsabilidade no escândalo dos abusos sexuais de menores por parte do clero foi uma das maiores preocupações da Comissão desde o início. Em fevereiro de 2015, a Comissão apresentou uma proposta ao Santo Padre sobre a responsabilidade do bispo. Em ‘Como uma mãe amorosa’, o Papa Francisco vai além da responsabilidade dos bispos, tornando-a extensiva a outros cargos da Igreja. A Comissão acolheu com satisfação esse ponto", afirma o Vaticano.

A Pontifícia Comissão para a Proteção dos Menores foi criada pelo Papa Francisco em março de 2014, a fim de pôr em marcha as iniciativas mais adequadas para a proteção dos menores e adultos vulneráveis, assim como fazer todo o possível para assegurar que tais crimes não se repitam na Igreja.

A Comissão promoverá, em conjunto com a Congregação para a Doutrina da Fé, a responsabilidade das Igrejas particulares para a proteção de todos os menores e adultos vulneráveis.

A comissão de investigação dos abusos sexuais criada pelo Papa Francisco celebrou, na segunda-feira, uma vitória dentro do Vaticano: seus membros foram convidados a se dirigirem às congregações vaticanas, assim como a um curso para novos bispos projetado para lhes ensinar a gerir uma diocese. Isso indica que a proteção dos menores é considerada agora como uma responsabilidade importante para os líderes eclesiásticos.

Os membros da Comissão celebraram a notícia como um marco, já que, durante anos, os bispos foram acusados de encobrir os abusos, transferindo os sacerdotes, em vez de denunciá-los à polícia.

As apresentações aconteceram depois que o Vaticano se constrangeu no ano passado, quando, durante o curso anual para novos bispos, um sacerdote francês disse aos bispos que eles não deviam denunciar os casos de supostos abusos.

O responsável da comissão, o cardeal Sean O'Malley, apressou-se a corrigi-lo e afirmou que os bispos têm a obrigação "ética e moral" de denunciar.

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