Enviados do Vaticano arriscam a vida para acabar com a “Terceira Guerra Mundial”, diz arcebispo

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01 Março 2016

Mesmo em meio a bombardeios, embaixadores vaticanos permanecem firmes, arriscando suas vidas enquanto trabalham para pôr fim ao que o Papa Francisco chamou de a “Terceira Guerra Mundial travada em parcelas”, disse o ministro vaticano para as Relações Exteriores.

A reportagem é de Robert Duncan, publicada por Catholic News Service, 29-02-2016. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

“Não nos enganemos sobre o que está em jogo aqui: se desejamos a paz, se desejamos reconciliar as nações, se desejamos segurança a países e comunidades, em particular as minoritárias, as pessoas que estão sendo perseguidas, então teremos de fazer um esforço sem precedentes”, declarou Dom Paul R. Gallagher em entrevista ao Catholic News Service no último dia 25.

Gallagher, cujo cargo é o de secretário para as relações com os Estados, supervisiona os esforços diplomáticos do Vaticano para “saber o que está acontecendo no mundo, entender e interpretá-lo” a fim de assessorar o papa e outros na Cúria Romana.

Falando especificamente sobre a crise na Síria e no Iraque, onde os chamados militantes do Estado Islâmico tomaram conta de grandes porções do território e vêm expulsando dezenas de milhares de cristãos e membros de outros grupos minoritários, Gallagher disse estar esperançoso por uma resolução.

“Esperamos que as negociações iniciadas deem frutos, que nestes próximos dias virá uma cessação das hostilidades e que teremos a criação de corredores humanitários” para levar ajuda a pessoas que sofrem, disse.

Os EUA, a Rússia e outros países realizaram negociações de paz em Munique, o que levou ao anúncio, em 12 de fevereiro, de uma cessação das hostilidades entre o governo e tropas rebeldes na Síria; a ação militar contra militantes do Estado Islâmico deve continuar.

Gallagher afirmou que o Vaticano e os seus diplomatas estão trabalhando com as pessoas na base para promover o diálogo inter-religioso na região, como parte de um esforço visando a pacificação.

Segundo ele, “não estamos em diálogo com o Daesh”, disse usando o nome com que às vezes o Estado Islâmico é chamado. “Quando digo diálogo inter-religioso, quero dizer a união dos vários cristãos e outras tradições religiosas” para aproveitar os recursos morais deles a fim de enfrentar o sofrimento que vem com a “morte e a destruição”.

“Infelizmente, é verdade que com os extremistas, em especial aqueles que estão prontos a abraçarem a violência e o terrorismo, a gente fica perdido sem saber o que podemos fazer com tais pessoas”, disse ele.

Não obstante, o arcebispo ressaltou que “teremos um fim para este conflito na Síria. Ele precisará de muita boa vontade, de muito sacrifício por parte dos muitos atores, mas teremos de fazê-lo acontecer. Isso precisa acontecer”.

O Papa Francisco ganhou a reputação de assumir riscos à sua própria segurança, por exemplo, quando, em novembro, viajou à República Centro-Africana, uma região em guerra. O exemplo ousado do papa motivou diplomatas católicos em situações de perigo a saírem e fazerem o mesmo, de acordo com o entrevistado.

“O exemplo está sendo dado a partir do nível de cima”, disse Gallagher. Saber que o papa voluntariamente põe sua vida em perigo “inspira os demais a irmos mais longe junto dele também”.

Um exemplo é o de Dom Mario Zenari, núncio apostólico na Síria, país destruído pela guerra.

“Durante todo este conflito, Zenari permaneceu em seu posto e tem dado uma contribuição muito significativa” aos esforços de paz em andamento, falou Gallagher.

“Se você tem convicções e se você tem, sobretudo, fé, então está preparado par acorrer riscos”, completou.

Comparando o trabalho do Vaticano no exterior com o de ONGs e missões humanitárias, Gallagher disse que os diplomatas da Santa Sé permanecem nas comunidades locais durante a maior parte das circunstâncias trágicas.

“De forma consistente, como os diplomatas da Santa Sé, nós permanecemos no local. Não desistimos com facilidade”, declarou ele.

Embora os diplomatas vaticanos estejam livres para sair caso estejam em perigo, entre eles “vemos uma enorme dedicação, muito compromisso e autossacrifício”.

Gallagher faz questão de dizer que, para acabar com a turbulência no Oriente Médio e em outras partes do mundo, é preciso a participação não só de diplomatas, mas também das pessoas comuns: “É algo em que todos temos de nos engajar”.

“Quer se trate de uma questão de consciência, quer precisemos nos ajoelhar e implorar a Deus pela paz, incentivando os nossos políticos a negociarem”, todos devemos fazer um “esforço extraordinário” em fazer valer a paz mundial.

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