REPAM não confia no número oficial de 100 mil mortos pela covid na Amazônia

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30 Julho 2021

 

A Rede Eclesial Pan-Amazônica – REPAM relata que o número de mortos pela covid-19 na região é muito superior, dadas as dificuldades no acesso à informação e o lento processo de vacinação.

A reportagem é publicada por La Croix International, 29-07-2021. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

A Rede Eclesial Pan-Amazônica, que publica um relatório semanal de casos de coronavírus na região, afirmou que o número de mortos é mais que o número oficial de 100 mil.

A REPAM afirmou em 26 de julho que embora o número de mortes registradas na Amazônia oficialmente é de 100 mil, deve ser muito maior dadas as dificuldades no acesso à informação e formas de registro e transmissão de dados de cada país envolvido.

As autoridades registram oficialmente 100.037 mortos e 3.500.761 pessoas infectadas pela covid-19 na Pan-Amazônia, a qual inclui os territórios da Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela.

O relatório semanal que a REPAM produz desde 17 de março de 2020, quando registrou os primeiros 24 casos e uma morte por covid.

A pandemia de covid-19 tem feito aparecer cada vez mais a falta de acessos aos serviços de saúde que atingem a região, especialmente nos últimos 16 meses, no qual situações dramáticas foram vividas devido à falta de insumos básicos, oxigênio, remédios e materiais de biossegurança, de acordo com o relatório.

Há atualmente uma grande incerteza sobre a situação da vacinação da população amazônica, dado que o número de pessoas imunizadas ainda está muito abaixo do esperado.

Isso mostra “a negligência e falta de seriedade da maioria dos governos nacionais para enfrentar a pandemia”, disse o relatório.

Por outro lado, há uma proliferação de “campanhas de desinformação”, vindo de negações da seriedade da pandemia, para espalhar falsidades pelo fundamentalismo político e religioso.

“Há muitas histórias sobre essa situação”, disse a REPAM, “estão espalhando-as nas comunidades da Amazônia, e assim as pessoas estão recusando ser vacinadas”.

“Uma situação que causa profunda tristeza, mas nos une no clamor para que a vacina chegue a todos na Amazônia, e para a população ser imunizada para combater a pandemia em uma forma compreensiva e permanente”, constata o relatório.

Organizações comunitárias locais tem feito chamados por solidariedade e ação urgente para direcionar a emergência sanitária na Amazônia e garantir o acesso universal às vacinas para a população amazônica, a suspensão da propriedade intelectual durante a crise de saúde global de covid-19, e para a OMS e a OPAS intensificarem cuidados médicos imediatos e acesso a remédios; assim como assegura renda básica para as famílias em sofrimento na pandemia.

REPAM, que faz parte da Conferência Episcopal Latino-Americana - CELAM, chama as autoridades para prover e enviar vacinas para a população amazônica em todos os países, e “não ignorar as dificuldades e clamores, especialmente dos mais pobres e mais frágeis”.

A REPAM é um fórum de diálogo, foi fundada em 2014. Seu objetivo é proteger a região amazônica e as comunidades vulneráveis que vivem ali.

A REPAM reúne Conferências Episcopais, padres, freiras e missionários, a fim de coordenar o conhecimento, as experiências e as ações na vasta região, a qual se estende por nove países e é conhecida como “pulmão do mundo”.

A REPAM foi fundada em resposta às graves preocupações do Papa Francisco e da Igreja Latino-americana sobre as “profundas feridas que a Amazônia e seu povo carregam”.

 

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