Documento denuncia política negacionista de governos frente à pandemia

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10 Fevereiro 2021

Organizações religiosas encaminharam ao Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos denúncia acusando o governo brasileiro de alimentar uma conduta política, econômica e social contraditória frente à pandemia do covid-19, negacionista, indiferente à dor e amplificadora das desigualdades registradas no Brasil. 

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista.

De cada dez pessoas que morrem de covid no mundo, uma é do Brasil. A denúncia evidencia que a emergência de hoje é resultado de escolhas políticas realizadas no passado, com é o caso da Lei do Teto de Gastos. “As populações mais afetadas por essa opção política são pessoas negras e indígenas, fortalecendo assim o racismo estrutural de nossa sociedade”, arrola o documento. 

Investigação da Faculdade de Saúde Pública da USP e da Conectas Direitos Humanos, mencionada no documento das organizações eclesiais, indica que a proliferação e das mortes por covid-19 não resultam apenas da incompetência do governo ou da estrutura pública de saúde. 

“Este estudo indica que, sob o argumento da retomada da atividade econômica a qualquer custo, há o empenho da União em favor da disseminação do vírus em território nacional. A análise detalhada das decisões do governo em relação à pandemia revela uma estratégia de propaganda contra a saúde pública, um discurso político que mobiliza argumentos econômicos, ideológicos e morais. Faz-se amplo uso de notícias falsas e informações técnicas sem comprovação científica, com o propósito de desacreditar as autoridades sanitárias, enfraquecer a adesão popular às recomendações de saúde baseadas em evidências científicas, e promover o ativismo político contra as medidas de saúde pública necessárias para conter o avanço do covid-19”, apontam as organizações signatárias do documento. 

Elas denunciam o descaso dos poderes públicos, mencionando a crise de oxigênio no Amazonas, nas esferas federal, estadual e municipal. Apoiam, ainda, os mais de 60 pedidos de impedimento do presidente da República, em particular pelos crimes de responsabilidade com respeito às políticas de saúde pública em tempos de pandemia

Pedem, pois, a atuação da Organização da Saúde e da Organização Pan-Americana da Saúde na região amazônica para acompanhamento dos casos, uma vez que “não há transparência nas informações e menos ainda confiança nas decisões tomadas pelas representações políticas em relação à contenção do covid-19”. 

O documento foi encaminhado ao Alto Comissariado da ONU no dia 28 de janeiro passado e está assinado, entre outros, pelo Conselho Indigenista Missionário, Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil, Comissão Especial para a Ecologia Integral e Mineração da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, Franciscans International, Fundação Luterana de Diaconia, Articulação Comboniana de Direitos Humanos, congregações de missionárias e missionários.

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