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13 Janeiro 2021

"A queda no faturamento líquido do setor automobilístico no Brasil foi brutal depois da crise no mercado interno de 2015", escreve Uallace Moreira, professor de Economia na Universidade Federal da Bahia (UFBA), em artigo publicado por Blog Paulo Gala - Economia & Finanças, 12-01-2021.

Eis o artigo.

A queda no faturamento líquido do setor automobilístico no Brasil foi brutal depois da crise no mercado interno de 2015. Antes, com o crescimento do mercado interno, o faturamento líquido chegou a mais de US$ 93 bilhões de dólares.

Foto: Anfavea

Entre 2004 e 2013 o crescimento econômico e fortalecimento do mercado interno promoveu um amplo interesse da indústria automobílistica, com a produção de autoveículos apresentando uma taxa média de crescimento para esse período de 7,8%.

Foto: Anfavea

Esse crescimento foi determinado, predominantemente, pela dinâmica do mercado interno, dado que a participação das exportações como proporção total da produção de autoveículos saiu de 35,5% em 2005, para 15,8% em 2013. Como contrapartida, a participação do mercado interno como destino da produção de autoveículos saltou de 64,5% em 2005 para 84,2% em 2013.

Foto: Anfavea

Após a crise política e econômica a partir de 2015, o PIB brasileiro passou apresentar uma perda de dinamismo, com taxas negativas em 2015 (-3,55%) e 2016 (-3,28%), com pífio crescimento em 2017 (1,32%), 2018 (1,78%) e 2019 (1,14%).

Foto: Anfavea

Impactos da crise na indústria automobilística: entre 2014, 2015 e 2016, houve taxas negativas de crescimento, respectivamente -15,1%; -22,7%; e -10,5%. Somados, uma queda na produção de autoveículos de 48,3%. O número total de autoveículos produzidos saindo de 3.738.448 em 2013, para 2.195.712 em 2016. 88,7% da produção era destinada ao mercado interno. A recuperação entre 2017 e 2019 soma um total de crescimento de 32,5%, mas com a produção ficando apenas 2.951.446 autoveículos, muito longe do auge do crescimento do setor. Essa perda de dinamismo pode ser creditada à crise do mercado interno. O faturamento líquido de US$ 87.294 bilhões em 2013 cai para US$ 54 bilhões em 2019. O número de empregos gerados também caiu de 135 mil em 2013 para 106 mil em 2019.

Referência

Capítulos 5 e 12 do livro sobre Cadeias Globais de Valor e Políticas Públicas, de Uallace Moreira. Disponível aqui.

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