A contemplar. Ryōkan Taigu na oração inter-religiosa desta semana

Foto: Flickr CC/Pedro Alves

22 Mai 2020

Neste espaço se entrelaçam poesia e mística. Por meio de orações de mestres espirituais de diferentes religiões, mergulhamos no Mistério que é a absoluta transcendência e a absoluta proximidade. Este serviço é uma iniciativa feita em parceria com o Prof. Dr. Faustino Teixeira, teólogo, professor e pesquisador do PPG em Ciências da Religião da Universidade Federal de Juiz de Fora – MG.

 

A contemplar

Chove ainda e as nuvens distanciam-se
O ar é fresco
O meu coração se purifica
Tudo ao redor é purificado
Abandonando o mundo assim como eu mesmo
Tornei-me um ser inútil
Que passa toda a sua vida
A contemplar a beleza das flores e da lua

(Fonte: Ryôkan. Racconti Zen. Acquaviva delle Fonti: Acquaviva, 2005, p. 146)

Ryōkan Taigu (Foto: Wikicommons CC)

Ryōkan Taigu (Izumozaki, na atual Fukushima, 1758- 1831) foi um monge poeta, caligrafista e monge zen-budista que viveu grande parte de sua vida como um eremita. É lembrado por sua poesia e caligrafia, citado como o grande poeta do zen-budismo e comparado a Francisco de Assis em seu significado como religioso para os budistas, o monge poeta por excelência. Embora não tenha escrito em um único estilo, por possuir um espírito inovador, grande parte dos seus mais de 1.400 poemas compilados por pesquisadores (Ryokan somente distribuía poemas a amigos), o poeta praticou largamente o Haikai. Os nomes religiosos com os quais se intitulou significam "Vasta Tolerância" (Ryōkan) e "Grande Louco" (Taigu), mas os relatos dos seus contemporâneos também falam do seu calor humano e compaixão.

 

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