Roma pede que bispos avaliem a aplicação do “Summorum pontificum”

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04 Mai 2020

A Congregação para a Doutrina da Fé enviou um questionário 13 anos depois que Bento XVI liberalizou o uso da missa pré-Vaticano II.

A reportagem é de Nicolas Senèze, publicada em La Croix International, 01-05-2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A Congregação para a Doutrina da Fé enviou um questionário para todas as Conferências Episcopais do mundo, pedindo que elas avaliem ‘a atual aplicação” do Summorum pontificum.

Bento XVI emitiu esse “motu proprio” em julho de 2007, permitindo que os padres do Rito Latino celebrem a liturgia de acordo com o missal que estava em vigor antes do Concílio Vaticano II (1962-1965).

O questionário de duas páginas, enviado no início de março, inclui oito perguntas e tópicos.

Entre outras coisas, ele pede aos bispos que comentem “os aspectos positivos ou negativos do uso da forma extraordinária” do Rito Romano, se ele teve “uma influência na vida dos seminários” e se ele responde a “uma verdadeira necessidade pastoral” ou foi “promovido por um único padre”.

A Congregação, que recentemente acrescentou novos prefácios à forma extraordinária e permitiu a celebração de santos canonizados após o Concílio, também pergunta se “a forma ordinária adotou elementos da forma extraordinária”.

Progressão lenta e contínua

“A ideia é ver onde realmente estamos, fazer o inventário mais completo possível”, explicou a Congregação, que absorveu a antiga Comissão Ecclesia Dei no início de 2019.

“Mas não há absolutamente nenhuma questão no sentido de remover o ‘motu proprio’ ou de voltar à reforma litúrgica”, dizem eles. “Nós percebemos que, se o Summorum pontificum não causou um maremoto, há, mesmo assim, uma progressão lenta e contínua, o que significa que o ‘motu proprio’ corresponde a uma necessidade”, acrescenta a Congregação, que estima que cerca de 500 bispos no mundo já celebraram na forma extraordinária.

A Congregação disse que é essa evolução “pacífica, mas constante” que ela gostaria de avaliar hoje, 13 anos após a publicação do Summorum pontificum e nove anos após a primeira pesquisa que o próprio Bento XVI havia solicitado em sua carta aos bispos que acompanhava o motu proprio.

Frutos do motu proprio

Na França, onde os bispos ainda não receberam o questionário da Congregação, “as coisas estão indo muito bem”, disse o arcebispo Dominique Lebrun, de Rouen.

“O motu proprio permitiu que os fiéis rezem de uma maneira diferente, observando que, no fim, não é tão diferente assim”, disse ele. “Há aqueles que são fiéis à forma extraordinária que experimentam a forma ordinária e vice-versa, e isso é muito bom para a comunhão”, disse o arcebispo de 62 anos.

Lebrun, que tem doutorado em liturgia pelo Institut Catholique de Paris, disse que “a forma extraordinária tem algumas implicações que a outra não tem”. Mas ele deixou claro que está “convencido de que a forma ordinária corresponde à missão da Igreja no mundo contemporâneo”.

Ele acredita que o Summorum pontificum corresponde a uma necessidade pastoral. “O motu proprio dá frutos”, disse ele, embora reconhecendo algumas “desvantagens”.

Risco de “ideologizar” uma forma litúrgica

“Em particular, o fato de alguns fiéis se privarem voluntariamente das enormes riquezas da forma ordinária, como o número de leituras ou qualquer coisa que tenha a ver com a iniciação cristã de adultos. Essa privação voluntária me preocupa”, declarou o arcebispo.

Ele disse que também está preocupado com os casos em que o Summorum pontificum é “mal aplicado”. E alertou contra o risco de “ideologizar” uma forma litúrgica específica. “Por exemplo, quando alguém decide não mais celebrar da forma ordinária, algo que Bento XVI pediu para se evitar”, disse o arcebispo Lebrun.

Os bispos têm até o fim de julho para responder à Congregação para a Doutrina da Fé, embora a Congregação saiba que, “devido às condições sanitárias” e à consequente desaceleração da vida diocesana, as respostas podem chegar mais tarde.

 

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