Cardeais indicados por Francisco são quase metade dos eleitores do próximo Papa

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25 Maio 2018

O Papa Francisco continua restruturando o Colégio dos Cardeais para que quase metade dos que votarão em seu sucessor sejam escolhidos por ele. Ele vai indicar 14 novos cardeais em 29 de junho, 11 dos quais têm menos de 80 anos de idade e, portanto, podem votar em conclaves papais.

A reportagem é de Thomas Reese, publicada por Religion News Service, 23-05-2018. A tradução é de Luísa Flores Somavilla.

Esses 11 novos cardeais somam-se aos 48 cardeais eleitores já nomeados por Francisco, compondo 47% dos que escolherão o próximo papa. Entre os outros 125, 47 foram nomeados pelo Papa Bento XVI e 19 por São João Paulo II.

No próximo ano, outros 10 cardeais fazem 80 anos e deixam de poder votar num conclave, permitindo que Francisco indique mais pessoas.

Francisco continua quebrando a tradição ao não optar por arcebispos de grandes arquidioceses europeias e norte-americanas que geralmente se tornam cardeais. Em vez disso, ele escolheu bispos do Iraque, do Paquistão, do Japão, do Peru, de Madagascar e de Áquila, uma pequena cidade no sul da Itália que sofreu um grande terremoto em 2009.

Nenhum dos novos cardeais é dos Estados Unidos, que atualmente tem 10 cardeais eleitores.

Com suas indicações, Francisco reduziu a parcela italiana entre os eleitores para 18% - eram 24% em sua eleição em 2013. Esse número ainda é 1% superior ao de quando Bento XVI foi eleito em 2005. Os italianos voltaram à cota tradicional com João Paulo, antes de Bento XVI promover um aumento em quantidade.

A porcentagem de cardeais do Leste Europeu também continua diminuindo, como no papado de Bento XVI. Eles são agora 7% dos cardeais eleitores, considerando uma alta de 13% com João Paulo II, número que aumentou significativamente em detrimento da Itália. A Europa Ocidental (exceto a Itália) manteve-se bastante estável durante décadas, agora com 18%.

Os verdadeiros vencedores do papado de Francisco foram a Ásia e a África, que agora representam 14% e 13%, respectivamente. São as maiores percentagens que já tiveram. No conclave que elegeu Francisco, cada um deles tinha 9% dos eleitores.

Surpreendentemente, ao contrário de João Paulo, Francisco não aumentou significativamente o percentual da região do mundo de onde vem, a América Latina. Depois de junho, a América Latina terá apenas 18% dos eleitores, menos de 2% a mais do que quando foi eleito. Na verdade, a América Latina tinha mais cardeais (27) em 2001.

Francisco também reduziu significativamente o poder da Cúria Romana sobre o colégio eleitoral. Serão agora 26%, abaixo dos 35% de quando ele foi eleito. Mas, novamente, não é nada revolucionário. A Cúria tinha apenas 24% do controle sobre o colégio na eleição de Bento XVI.

Em relação à Itália e à Cúria Romana no Colégio dos Cardeais, Francisco não é revolucionário. Ele está trazendo de volta os números do papado de João Paulo depois de Bento XVI ter feito uma bagunça.

E ainda que Francisco tenha sido mais generoso com a Ásia e a África, sua representação ainda é minúscula comparada à da Europa, que tem 42% dos eleitores. Na verdade, a Europa tem quase tantos cardeais eleitores quanto a Ásia, a África e a América Latina juntas.

A mudança chega lentamente na Igreja Católica, mesmo com o Papa Francisco.

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