Suas palavras entraram no coração. Sobrevivente de Auschwitz fala no Parlamento Alemão

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02 Fevereiro 2018

Na última quarta-feira fez um pronunciamento no Parlamento alemão Anita Lasker-Wallfisch, sobrevivente do campo de concentração de Auschwitz. A deputada Kerstin Griese mostrou-se comovida com o depoimento e afirmou que todos os alunos deveriam ter a oportunidade de visitar um memorial do Holocausto.

A entrevista é com Kerstin Griese, deputada do partido SPD, especialista em Igreja e religião, membro do Conselho EKD (Igreja Evangélica Alemã). Editada por Renardo Schlegelmilch, publicada por DomRadio, 31-01-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

Eis a entrevista. 

O antissemitismo é um problema inclusive no século XXI. Disso falou Anita Lasker-Wallfisch no parlamento. Qual é a sensação de ouvir falar isso por alguém que viveu na própria pele o Holocausto?

Foi muito comovente. Uma senhora de noventa e dois anos que fala com voz firme sobre sua vida no campo de concentração de Auschwitz e Bergen-Belsen, sobrevivente daquele horror. Fiquei muito comovida. E espero que entre em cada coração o que esta senhora disse; que devemos ter agora muito cuidado para garantir que isso nunca volte a acontecer. Essa foi a essência da sua intervenção.

É certificar-se de algo como isso nunca aconteça novamente. Isto foi dito diante do parlamento alemão, no qual agora tomam assento seis partidos, um dos quais tem muitos membros que parecem ter esquecido a história.

Estamos falando da AfD (Alternative für Deutschland), que é o único partido que nem sempre bateu palmas às palavras de Anita Lasker-Wallfisch. Como avalia esta atitude?

Considero angustiante sentar no parlamento juntamente com pessoas que têm em suas fileiras negacionistas do Holocausto. Considero angustiante sentar no parlamento juntamente com pessoas que definem o monumento comemorativo ao Holocausto um "monumento da vergonha". Acredito que, quando ouvem uma mulher assim e percebem a força que emana dela, deveriam realmente voltar à razão e colocar restrições mais severas contra as pessoas da extrema direita. Por mais - às vezes pode ser pensado – que isso realmente seja hipócrita.

No discurso da senhora Lasker-Wallfisch houve algum ponto que mais a impressionou?

Ela falou muito claramente: tenham muito cuidado hoje. É para garantir que essas coisas não voltem a ocorrer. E então ela exclamou: "Falem uns com os outros!" Ela quase não falou do passado, pelo contrário, olhou muito para o futuro e disse que é muito importante que as pessoas se conheçam. Que judeus e muçulmanos se conheçam e falem entre si. Isso me impressionou muito. E depois, naturalmente, pela maneira como falou de Auschwitz e de uma loucura que sequer pode ser imaginada, que no campo se tocava música, que ela tinha que tocar violoncelo quando chegavam os transportes com as pessoas condenadas para as câmaras de gás. É inimaginável. Excede qualquer medida.

Parece efetivamente que os jovens na Alemanha estão entediados com os discursos sobre o Holocausto. O que se deve fazer? Devemos nos comportar de maneira diferente sobre o tema da memória?

A senhora Lasker-Wallfisch deixou claro que o negacionismo não é admissível. E eu vejo que há muitos jovens que estão empenhados em aprender com a história. E que também se encontram com testemunhas daquela época. Acredito que temos uma excelente oportunidade quando a abordagem é feita nos locais de memória, que não pode ser atingida apontando o dedo, mas dando a oportunidade para que os jovens elaborem pessoalmente a história e tirem suas conclusões. Acredito que faça parte de qualquer projeto escolar uma visita a um lugar de memória ou o encontro com as vítimas. Acredito que essa seja a forma adequada para se dirigir aos jovens.

Recentemente começou-se a discutir sobre a obrigatoriedade das visitas aos campos de concentração. Qual a sua opinião?

Eu digo não à obrigatoriedade. Ma é importante que exista no projeto da escola. Cada estudante deveria ter a oportunidade de visitar um lugar de memória. Pode ser um campo de concentração e outro lugar em memória das vítimas do nacional-socialismo. Nem todos se restringem aos campos de concentração.

 

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