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Por: MPVM | 07 Dezembro 2017

Neste domingo, iniciamos a segunda semana do Advento, tempo de esperança num mundo melhor e, para nos situarmos no significado do tempo que estamos vivendo, a Igreja nos “presenteia” com a introdução do evangelho de Marcos, o mais antigo dos evangelistas.

O Evangelho de hoje - Marcos 1,1-8 - orienta nossa a atenção a Jesus, a Boa Notícia do Pai que novamente quer se revelar a nós num novo Natal. “Tanto amou Deus o mundo que enviou seu Filho...” Sim, o amor do Pai se manifesta na entrega de seu Filho ao mundo, e seu Filho encarnado manifesta ao mundo quanto o Pai nos ama!!

Disso se trata o Natal de Jesus, que cria e recria a família dos filhos e filhas de Deus. Mas, como para toda festa importante, é necessário nos prepararmos, para que ela não nos pegue distraídos/as ou que passe ao largo sem prestar-lhe atenção.

Daí a importância da pessoa de João Batista, que aparece, neste domingo, como mensageiro de Deus para nos auxiliar na preparação para esta festa. É interessante que João esteja no deserto, ele é a voz que grita no deserto.

Podemos nos perguntar: o que é o deserto?

Na tradição judeu-cristã, o deserto é lugar, ou melhor, é o caminho no qual o povo de Deus vive a experiência, a passagem de uma situação de escravidão a ir-se constituindo num povo livre. E isso é possível porque vão experimentando de dia e de noite a presença amorosa de Deus que os conduz na sua fragilidade à terra prometida, onde mana leite e mel. Caminham para a festa! Por isso o deserto é a metáfora da amizade com Deus, da aliança que vai se forjando no caminhar.

A voz de João nos conduz neste tempo de Advento, quer nos introduzir, nos levar a um novo tempo de amizade, de intimidade com Deus! Como podemos fazer isto?

Em primeiro lugar, parando um momento e trazendo à nossa memória as diferentes A liberdade da experiência no encontro com Deus libertador em nossa vida. Demos graças por isso, porque podemos reconhecer em nosso caminhar como Deus nos foi conduzindo e libertando. Parafraseando o salmo 139, podemos afirmar que, mesmo nas alturas ou nas profundezas, quando me deito ou me levanto, é tua mão que me conduz e me sustenta!

Em um segundo momento, ir ao deserto, hoje, é escutar o convite de João a uma nova conversão, isto é, redirecionar nossa vida ao essencial, que está dentro de nós, não fora, como tantas vezes o procuramos. Precisamos iniciar ou retomar o caminho ao nosso interior, no qual Deus habita, e desde onde ele quer novamente se manifestar e ressurgir.

A grande tentação é resistir a esta voz e ficar “entretidos” com tantos estímulos exteriores que nos prometem alegrias “frizantes”, essas que se evaporam como as borbulhas do champanha e nos fazem esquecer do que realmente somos, queremos, desejamos!

Vivemos ocupados por mil coisas, que nos levam de um lado ao outro, não sabemos de onde viemos nem para onde vamos. Precisamos parar para reencontrar o sentido de viver, o “para que estamos neste mundo?”.

Estamos tão “ocupados” com nós mesmos que não temos tempo nem para nos “preocupar” e nos ocupar com os outros, outras. O que eles/as precisam, querem, sonham?

Por tudo isto precisamos ir ao deserto, para parar e nos escutar, e nos deixar surpreender pela vida que nos habita com suas feridas, clamores e anseios! E descobrir que no deserto não estamos sós, caminhamos no meio de um povo que sofre, luta e espera por um mundo melhor, e nos estende a mão para levar adiante a aventura de viver e conviver!

Preparar-nos para o Natal é redescobrir a mesa da nossa interioridade onde Deus quer celebrar a festa conosco. É estar dispostos, dispostas a acolher Jesus, que volta a nos visitar com a promessa de um novo Batismo, de uma nova vida que o Espírito gera em nós desde dentro, fazendo-nos homes e mulheres mais livres, para continuar crescendo como povo de Deus na construção do reino de justiça e igualdade, porque a festa de Deus é para todos e todas!

Por isso escutemos hoje a voz que grita em nosso deserto: “Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo (Ap 3,20) e nossa alegria será duradoura e ninguém a poderá tirar.

Este poema, de Ivo Barroso pode nos ajudar a preparar a festa...

Eliminei o excesso de paisagem
Simplifiquei toda a decoração
Retirei quadros, flores, ornamentos
Apaguei velas, copos, guardanapos
e a música
Bani a inutilidade do discurso
Na mesa de madeira
nua
apenas dois pratos
brancos
sem talheres


O BANQUETE SERÁ TUA PRESENÇA

María Cristina Giani, mcr

María Cristina Giani, graduada em teologia pela Universidade La Salle - Unilasalle (2006), é religiosa da Congregação Missionárias de Cristo Ressuscitado, da qual atualmente é a Coordenadora Geral, e possui especialização em espiritualidade pela Università Pontifícia Salesiana - UPS (2000). Atua em pastorais sociais com mulheres em situação de vulnerabilidade social e como orientadora de retiros.

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