O Papa irá ao Egito em abril, uma viagem ecumênica e inter-religiosa

Revista ihu on-line

Biomas brasileiros e a teia da vida

Edição: 500

Leia mais

Hospitalidade - Desafio e Paradoxo. Por uma cidadania ativa e universal

Edição: 499

Leia mais

“Raízes do Brasil” – 80 anos. Perguntas sobre a nossa sanidade e saúde democráticas

Edição: 498

Leia mais

Mais Lidos

  • ONU confirma calor recorde e diz que clima entrou em ‘território desconhecido’

    LER MAIS
  • O Brasil e o receio do caminho para o abismo. Nota da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no B

    LER MAIS
  • Fome no mundo: "A humanidade está em perigo, mas não nos importamos". Entrevista com Michel Roy

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU

close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

19 Março 2017

Antes de ir a Fátima, Colômbia, Índia e Bangladesh. O Egito será o primeiro dos destinos internacionais deste 2017 para o Papa Francisco. O Pontífice estará no Cairo nos dias 28 e 29 de abril, segundo confirmou neste sábado (dia 18 de março) o diretor da Sala de Imprensa, Greg Burke, que, em uma nota, anunciou: “Aceitando o convite do presidente da República, dos bispos da Igreja católica, de Sua Santidade o Papa Tawadros II e do Grão-Imã da Mesquita de al Azhar, o Xeique Ahmed Mohamed el-Tayyib, Sua Santidade o Papa Francisco fará uma viagem apostólica à República Árabe do Egito nos dias 28 e 29 de abril de 2017, visitando a cidade do Cairo. O programa da viagem será anunciado nos próximos dias”.

A reportagem é de Salvatore Cernuzio e publicada por Vatican Insider, 18-03-2017. A tradução é de André Langer.

Trata-se da 17ª viagem apostólica internacional do Papa argentino e será a quarta a um país de maioria islâmica, depois das viagens à Jordânia e Turquia (em 2014) e Azerbaijão (em 2016). Sobretudo, trata-se de uma etapa crucial no diálogo com o islã sunita, do qual a Universidade de al Azhar (com a qual a Santa Sé voltou a ter relações em fevereiro de 2016, após cinco anos de “gelo”) é uma das mais prestigiosas e autorizadas representantes.

A viagem ao Egito foi antecipada pela vaticanista Stefania Falasca no jornal italiano Avvenire, quando revelou, no dia 06 de fevereiro deste ano, que o Patriarca Ibrahim Isaac Sidrak e os bispos em “visita ad limina” da Igreja Patriarcal de Alexandria dos Coptas entregaram por escrito um convite formal ao Pontífice. O próprio Bergoglio, na sequência, referiu-se à viagem em uma entrevista ao jornal alemão Die Zeit há cerca de 10 dias. Nas últimas semanas, vários analistas indicavam a viagem poderia acontecer nos últimos dias de maio, ou seja, pouco antes do início do Ramadã e pouco depois da visita do Pontífice a Portugal. Mas a Sala de Imprensa vaticana desmentiu as suposições declarando que a viagem ainda estava sendo estudada e que ainda não havia nenhuma decisão nem sobre as datas nem sobre o programa.

Um gesto de prudência, devido, seguramente, a motivos de segurança, posto que o território egípcio foi o cenário, durante as últimas semanas, de uma forte onda de violência jihadista que tomou como alvos os cristãos que vivem na região mais próxima da Faixa de Gaza. Não devemos esquecer o trágico massacre de 11 de dezembro no Cairo, nem os homicídios no norte do Sinai nem as investidas das forças do Exército contra grupos de terroristas.

Por ora, parece que Bergoglio não visitará as zonas do Sinai, como fez João Paulo II em sua histórica viagem de 2000, e ficará apenas no Cairo, indicou o porta-voz Burke. E destacou a particularidade dos quatro convites que o Papa recebeu – por parte do presidente Al Sisi, da Igreja católica local, da Igreja copta e da al Azhar – para indicar os “três elementos fundamentais” da visita: “Pastoral, ecumênico e, naturalmente, inter-religioso”, pelo encontro na universidade sunita.

Justamente na al Azhar foi se preparando o terreno para a viagem do Papa, com a visita de 22 e 23 de fevereiro do cardeal Jean-Louis Tauran, presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, que participou de um congresso sobre os extremismos. Nessa ocasião, foi assinada uma declaração conjunta para insistir no compromisso contra os fanatismos e a violência em nome da religião. Outro passo importante nas relações recíprocas aconteceu no dia 23 de maio de 2016, com o encontro no Vaticano entre o Papa Francisco e o Grão-Imã da al Azhar, Ahmad al-Tayyib.

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Instituto Humanitas Unisinos - IHU - O Papa irá ao Egito em abril, uma viagem ecumênica e inter-religiosa