Colômbia. As Farc começam a entregar suas armas

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Por: João Flores da Cunha | 03 Março 2017

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – FARC iniciaram no dia 1-03 o processo de entrega de suas armas, de acordo com o governo colombiano e com a própria guerrilha. Os soldados das Farc estão agrupados em zonas de concentração temporárias no território colombiano. O processo de desarmamento, que deve ser concluído até o fim de maio, está sendo verificado pela Organização das Nações Unidas – ONU.

As armas serão recolhidas por membros da ONU e retiradas das zonas temporárias em contêineres. Cada armamento é registrado e passa a constar de um inventário, para que seja feita a verificação do processo. Posteriormente, as armas serão destruídas e convertidas em três monumentos: um na sede da ONU, em Nova Iorque, outro na Colômbia e um terceiro em Cuba, país que sediou as negociações de paz.

As Farc, que pegaram em armas contra o Estado colombiano nos anos 1960, agora advogam “pelo fim do uso das armas na política” e pela “convivência democrática”. A retórica utilizada pelo governo e pelas Farc no processo de paz dá conta de que o grupo está deixando as armas para ingressar na disputa política institucional. A guerrilha anunciou sua intenção de ter seu partido formado já em maio deste ano.

“Não haverá mais violência entre colombianos por razões políticas. Acreditamos que é indispensável, para o bem do país, que a palavra seja a única arma que nos permitamos usar”, afirmou a guerrilha no momento do início do processo de desarmamento. Segundo Rodrigo Londoño, comandante das Farc, o grupo tem o “compromisso de seguir trabalhando por uma Colômbia em paz e com justiça social”.

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, afirmou que o início da entrega das armas marca um “dia histórico para o país”. “As Farc dizem adeus às armas para trocar a violência pela reconciliação”, assinalou Santos. Ele recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2016 por seus esforços para encerrar o conflito interno do país.

Defendendo o processo de paz, Santos afirmou que o acordo deteve a guerra, que é uma “fábrica de vítimas”, segundo ele. O conflito deixou mais de 60 mil desaparecidos, de acordo com uma estimativa divulgada em janeiro pelo Centro Nacional de Memória Histórica da Colômbia.

Os soldados das Farc estão reunidos em 26 zonas temporárias, onde aguardam a conclusão do processo de incorporação à vida civil. Ainda restam algumas arestas a serem acertadas entre o governo e a guerrilha. No início de fevereiro, as duas partes chegaram a um acordo sobre a liberação de menores de idade que integram as filas das Farc.

Outro ponto a ser definido é a anistia dos guerrilheiros. O alto comissário para a paz do governo colombiano, Sergio Jaramillo, afirmou que 1.200 pessoas condenadas por delitos políticos podem ser beneficiadas pela lei de anistia nos próximos dias. Ela não se aplica, porém, a crimes considerados como de lesa-humanidade.

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