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23 Janeiro 2017

Donald Trump fechou outra vez a porta à comunidade hispânica dos Estados Unidos, a primeira minoria do país. Além de não ter nenhum hispânico em seu gabinete, o que não acontecia há quase 30 anos, a nova equipe da Casa Branca fechou as contas em espanhol que o Governo tinha nas redes sociais. Até o momento, também não possui um interlocutor direto para assuntos relativos aos hispânicos, como havia na Administração Obama. A Casa Branca já é somente a White House.

A reportagem é de Silvia Ayuso, publicada por El País, 22-01-2017.

Ao meio-dia da sexta-feira, dia 20, enquanto o recém-empossado Trump fazia seu discurso inaugural, a nova Casa Branca mudava de mãos rapidamente, analógica e digitalmente. A conta do Twitter do presidente Obama passou a ser a de Trump e o mesmo aconteceu com o site da Casa Branca, que rapidamente colocou na primeira página uma foto do novo presidente. Mas essa não foi a única mudança. Além de variar e reduzir substancialmente os links para os “assuntos” do novo Governo – temas destacados no site de Obama como a política sobre mudança climática, Cuba ou o acordo nuclear com o Irã foram eliminados –, outro botão desapareceu: “Em espanhol”.

Esse link levava ao site em espanhol da presidência, no qual, além dos assuntos da página principal em inglês, eram destacados os interesses especiais da comunidade hispânica como as ações executivas de Obama para regularizar temporariamente centenas de milhares de jovens sem documentos, o programa de ação diferida conhecido como DACA.

Durante os dois mandatos de Obama, a Casa Branca também manteve um blog em espanhol com assuntos de interesse específico para a comunidade hispânica, como questões relacionadas com a imigração, a normalização das relações com Cuba ou a crise econômica de Porto Rico.

Apesar da clara preferência do novo presidente pelo Twitter como meio de comunicação – além de sua nova conta oficial ele continua a manter e utilizar sua particular –, a versão em espanhol da conta da Casa Branca também foi paralisada. O último tuíte em espanhol é de 13 de janeiro, quando a conta ainda estava nas mãos de Obama.

Também não há, até o momento, como houve durante a era Obama, um porta-voz especificamente dedicado aos meios de comunicação em espanhol e às questões de interesse dos hispânicos.

Que os hispânicos não são uma prioridade para o novo presidente ficou claro durante a longa campanha eleitoral, na qual demonizou os imigrantes latino-americanos e colocou contra a parede o principal país de origem da comunidade hispânica dos EUA, o México. A única expressão em espanhol usada pelo então candidato republicano foi o depreciativo bad hombres com a qual se referiu, durante o último debate presidencial com a democrata Hillary Clinton, aos imigrantes “ilegais perigosos” que prometeu deportar.

Trump também criticou um de seus adversários, Jeb Bush, por falar espanhol durante a campanha.

“Temos um país onde, se você deseja se integrar, tem de falar inglês. Precisamos que haja integração para ter um país. Não sou o primeiro a dizer isso. Este é um país onde se fala inglês, não espanhol”, disse durante um debate republicano em setembro de 2015. Um longo ano e uma vitória eleitoral depois, não parece que Trump tenha mudado de opinião.

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