EUA entregam para a Argentina novos documentos sobre ditadura

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Por: João Flores da Cunha | 22 Dezembro 2016

Os Estados Unidos desclassificaram mais de 500 páginas de documentos até então secretos relativos à última ditadura militar da Argentina (1976-1983). A cerimônia de entrega dos documentos ocorreu no dia 12-12 em Buenos Aires, no antigo prédio da Escola de Mecânica da Armada – ESMA, que foi um centro clandestino de detenção e hoje é um museu de memória e direitos humanos.

Esta é a segunda entrega de documentos sobre a ditadura argentina que os Estados Unidos realizam neste ano. A primeira ocorreu em agosto deste ano, e cumpriu uma promessa feita pelo presidente Barack Obama em visita oficial à Argentina em março, no aniversário de 40 anos do golpe que instaurou o regime de exceção no país.

Os papéis agora tornados públicos mostram que o governo dos Estados Unidos à época estava informado da iminência do golpe, que ocorreu em 24-03-1976. Também demonstram que os estadunidenses seguiam com detalhes as operações do Plano Condor, uma articulação entre as ditaduras de países da América do Sul que tinha o objetivo de eliminar opositores e dissidentes dos regimes.

Os arquivos são compostos por comunicados internos e relatórios de inteligência de órgãos governamentais estadunidenses. Os documentos foram disponibilizados na Internet após a cerimônia de entrega às autoridades argentinas e podem ser acessados neste sítio do governo dos Estados Unidos.

Os documentos agora desclassificados abrangem um intervalo de tempo mais amplo que os da primeira entrega, incluindo o período imediatamente anterior à ditadura e o que se seguiu a ela: os momentos finais do governo de Isabel Perón, antes do golpe de 1976, e os iniciais da presidência de Raúl Alfonsín, no retorno à democracia. O primeiro grupo de documentos envolvia registros do período entre 1977 e 1980, durante a presidência do democrata Jimmy Carter, que fez críticas às violações de direitos humanos cometidas pelos militares.

Conforme declarou o secretário de Direitos Humanos argentino, Claudio Avruj, a desclassificação dos documentos contribui para a “construção coletiva da memória” na Argentina. “Revisar a história nos faz crescer como sociedade”, disse ele. O embaixador dos Estados Unidos no país, Noah Mamet, enfatizou que os EUA desclassificaram documentos novamente, conforme “prometeu o presidente Obama”.

A entrega dos arquivos se dá em um momento de boas relações entre Argentina e Estados Unidos – a visita de Obama ao país sul-americano, em março, selou a reaproximação dos países após a eleição de Mauricio Macri e o fim dos governos kirchneristas. O secretário Avruj ressaltou que espera que a desclassificação de documentos, por ser uma política de Estado, continue no governo de Donald Trump. Há previsão de uma nova abertura de arquivos no próximo ano.

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