El Salvador nega à Espanha a extradição de militares processados pelo massacre jesuíta

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Por: Jonas | 11 Mai 2012

O país de El Salvador negou à Espanha, na terça-feira, a extradição de um grupo de oficiais do Exército salvadorenho, envolvidos e processados pela Audiência Nacional espanhola, devido ao assassinato de seis sacerdotes jesuítas, e de dois de seus colaboradores, numa ação considerada “terrorista e de lesa humanidade”, ocorrida em novembro de 1989, durante a guerra civil protagonizada nesta pequena nação da América Central.

A reportagem é de Juan José Dalton, publicada no jornal El País, 09-05-2012. A tradução é do Cepat.

O juiz da Audiência Nacional espanhola, Eloy Velasco, pediu a extradição de 13 ex-militares, no ano passado, que são acusados, entre outros delitos graves, de “terrorismo e assassinatos” dos padres e acadêmicos da Universidade Centro-Americana (UCA). Entre os assassinados, estão os de Ignacio Ellacuría, Ignacio Martín-Baró e Segundo Montos, que além de estarem na reitoria e vice-reitoria da UCA, eram destacados filósofos e ideólogos da Teologia da Libertação.

Depois do chamado massacre jesuíta, o congressista estadunidense Joe Moackley conduziu uma investigação, deste caso, em que foram estabelecidos os pormenores da participação do alto comando militar salvadorenho. Esta investigação foi absorvida pela Comissão da Verdade, formada pelas Nações Unidas (ONU), em 1993, após a guerra civil (1980-1992), chegando a semelhantes conclusões. No entanto, o presidente daquele período, Alfredo Cristiani, decretou Anistia Geral, impedindo que em El Salvador fossem processados militares e guerrilheiros que cometeram crimes de guerra ou crimes de lesa humanidade.

Segundo o que um porta-voz da Corte Suprema de Justiça (CSJ), que preferiu o anonimato, disse para El País, a resolução foi tomada na terça-feira, pela Corte Suprema de Justiça (CSJ), na íntegra. Dos quinze magistrados, nove votaram a favor.

Na mídia eletrônica salvadorenha estão presentes declarações do magistrado Ulises Del Dios Guzmán, que fundamentou que a corte plena se baseou no artigo 28 da Constituição, para não conceder a extradição solicitada. Ele mesmo diz: “A extradição não poderá, em nenhum caso, determinar-se pela questão da nacionalidade, nem em relação a estrangeiros pelos crimes políticos, mesmo que eles resultem em crimes comuns”.

No dia 16 de novembro de 1989, foram assassinados os clérigos Ignacio Ellacuría, Ignacio Martín-Baró, Segundo Montes, Amando López e Juan Ramón Moreno, todos de nacionalidade espanhola. Além disso, morreram o salvadorenho Joaquín López, assim como Elba Ramos e sua filha Celina. Os militares acusavam os jesuítas de serem os chefes ideológicos da guerrilha da Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN), que nesse período desenvolvia uma intensa ofensiva contra a capital San Salvador.

A Espanha solicita a extradição dos ex-oficiais Oscar Mariano Amaya, Antonio Ramiro Ávalos, Guillermo Alfredo Benavides, Tomás Zarpate Castillo, assim como dos altos oficiais Juan Rafael Bustillo, Joaquín Arnoldo Cerna, Francisco Elena Fuentes, Juan Orlando Zepeda, José Ricardo Espinoza, Gonzalo Guevara Cerritos, Carlos Mauricio Guzmán, Humberto Larios e Oscar León Linares.

Humberto Larios era o então ministro da Defesa Nacional; Zepeda era vice-ministro da Defesa e Bustillo, o chefe da Força Aérea.

A guerra civil salvadorenha foi iniciada, em 1980, com o assassinato do arcebispo Oscar Romero pelos esquadrões da morte da ultradireita. Em 1992, terminou com o Exército fragilizado e desprestigiado pelo massacre jesuíta.

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