Pesquisa aponta que a maioria dos católicos apoiam uma reavaliação dos ensinamentos LGBTs na Igreja

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26 Outubro 2018

Uma nova pesquisa de católicos do mundo inteiro, publicada para coincidir com o Sínodo sobre a Juventude, descobriu que a maioria dos entrevistados acredita que o ensino da Igreja sobre questões LGBTs deve ser reconsiderado para o bem-estar dos jovens.

A reportagem é de Robert Shine, publicada por New Ways Ministry, 25-10-2018. A tradução é de Victor D. Thiesen

Respostas à declaração: "A Igreja Católica deve reconsiderar seu atual ensinamento sobre questões LGBTs e para ajudar e apoiar a saúde mental e o bem-estar de crianças e jovens" (Foto: Reprodução New Ways Ministry)

A pesquisa, divulgada pelo grupo de coalizão Equal Future 2018, descobriu que 65% dos católicos batizados em todo o mundo e 63% dos católicos praticantes acreditam que a Igreja "deveria reconsiderar seu ensino atual sobre questões LGBTs para ajudar a apoiar a saúde mental e o bem-estar das crianças e jovens".

Outras descobertas incluíram:

  • 56% dos católicos batizados e 49% dos católicos praticantes acreditam que os ensinamentos atuais sobre questões LGBTs podem fazer com que um jovem sinta que ser LGBT "é uma desgraça ou uma decepção". Apenas 20% e 26%, respectivamente, discordaram dessa afirmação.
  • 51% dos católicos batizados e 49% dos católicos praticantes afirmam que tal entendimento poderia prejudicar a saúde e o bem-estar de um jovem. Novamente, apenas 25% e 26% discordaram respectivamente.
  • Os números estão dentro da margem da opinião da população em geral.

A pesquisa entrevistou 9.606 entrevistados das oito maiores nações católicas do mundo, representando metade da população mundial de católicos batizados, que são o Brasil, México, Colômbia, Filipinas, Estados Unidos, França, Espanha e a Itália. O Equal Future 2018, que providenciou o estudo, é uma coalizão de grupos LGBTs, religiosos progressistas, jovens e entre outros, provenientes de mais de 60 países, preocupados com o impacto sobre os jovens das visões LGBTs negativas.

Tiernan Brady, diretor de campanha da Equal Future 2018, comentou os resultados da pesquisa:

"Essas descobertas são um alerta para a hierarquia da Igreja Católica de seus membros, pois está na hora de mudar sua abordagem com a comunidade LGBT. As pessoas da Igreja Católica estão prosperando positivamente com relação a questões LGBTs e é hora da alta administração agir da mesma forma. Isso não é um pedido de mudança de fora da Igreja - e sim de seu próprio povo".

O Equal Future 2018 divulgou os resultados da pesquisa em Roma para coincidir com o Sínodo da Juventude deste mês, que está em seus dias finais. Brady chamou o sínodo de "oportunidade crítica" para considerar os danos que as visões LGBTs negativas causam aos jovens. "Seria uma incrível supervisão e repreensão dos fiéis e dos jovens se não abordassem os danos causados ​​às crianças e adolescentes por conta do estigma LGBT", acrescentou.

Curiosamente, houve diferenças significativas na respostas entre os participantes de cada país. Apenas 49% dos católicos batizados nos EUA acreditam que o ensino da Igreja deve ser reconsiderado - a taxa mais baixa dentre as oito nações. O apoio nos EUA cai para 39% entre os católicos praticantes. Entre a população geral dos EUA, a taxa fica em 45%. Um terço dos católicos praticantes dos EUA discordaram de tal reconsideração.

Porcentagem por país das respostas à declaração: "A Igreja Católica deve reconsiderar seu atual ensino sobre questões LGBTs para ajudar a apoiar a saúde mental e o bem-estar de crianças e jovens" (Foto: Reprodução New Ways Ministry)

Católicos espanhóis batizados eram mais propensos a concordar com uma reconsideração do ensino da Igreja em 77%, enquanto o México liderava em termos de católicos praticantes, com 68%. O apoio nas Filipinas para a reconsideração dos ensinamentos foi de 70% entre os católicos praticantes, com apenas 8% de discordância, a taxa mais baixa.

Essa divisão por nação é interessante porque revela níveis mais baixos de apoio em países como os EUA e a França, que têm direitos civis LGBT mais avançados, enquanto países com menos direitos e que são mais tradicionalmente católicos, como as Filipinas, apoiaram em maior número a reconsideração do ensino na Igreja.

No geral, as conclusões da pesquisa da Equal Future 2018 servem como um apoio quantitativo para a evidência qualitativa a qual muitos católicos já estão familiares: católicos apoiam a igualdade LGBT, não apesar de sua fé, mas sim por causa dela.

Os delegados do Sínodo devem estudar essas descobertas para ver que os católicos de todo o mundo, não apenas os jovens de países ocidentais, querem mudanças sobre questões LGBTs com urgência.

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