Uganda: arcebispo católico critica defensores da ordenação feminina ao sacerdócio

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24 Agosto 2017

O arcebispo de Gulu, Dom John Baptist Odama, criticou os defensores da ordenação feminina ao sacerdócio na Igreja Católica, dizendo que não se deveria debater mais este assunto porque ele está causando tensão na instituição.

“A Igreja Católica tira os seus sacerdotes dentre os homens. Não deveria haver mais debate sobre o assunto de as mulheres aspirarem ao sacerdócio também. Jesus Cristo foi um homem. Se quisesse mulheres no sacerdócio, Cristo teria ordenado a sua mãe, Maria, primeiramente, mas não o fez”, disse ele.

A reportagem é de John Muto-Ono p’Lajur, publicada por Blackstar News, 22-08-2017. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Odama fez este e outros comentários no sábado, 10-08-2017, na Paróquia de Pabbo, no distrito de Amuru, ao norte de Uganda, durante a ordenação sacerdotal do Pe. Simon Ongwech.

Odama, religioso conservador, sempre se opôs à ideia de padres casados e de mulheres ordenadas ao sacerdócio.

“Já tive muitas discussões sobre esta proposta de mulheres ordenadas ao sacerdócio”, declarou ele. “E esse assunto vem trazendo muita tensão para a Igreja”.

Segundo a publicação online Daily Beast, um grupo de católicas devotas marchou próximo à Praça de São Pedro, no Vaticano, em junho deste ano com uma grande cabine telefônica rosa feita de papelão com a inscrição: “Door to Dialogue” (Porta para o diálogo), na tentativa de chamar a atenção para o tabu das mulheres ordenadas ao sacerdócio. O grupo incluía a organização sediada nos EUA chamada “Women’s Ordination Conference” e a “Women’s Ordination Worldwide”, entidade de nível mundial.

As participantes também seguraram uma centena de cartazes de com mulheres ordenadas ao sacerdócio católico. Um deles incluía a imagem de 70 mulheres auto-ordenadas ao sacerdócio no passado, numa tentativa de destacar aquilo que muitos consideram uma misoginia flagrante dentro da hierarquia católica. Todas estas mulheres que romperam com a legislação vaticana foram excomungadas.

“Cada vez mais me convenço de que a desigualdade das mulheres no tocante ao sacerdócio está se tornando um tema importante e um grande desafio para Igreja”, diz ao National Catholic Reporter Tony Flannery, padre irlandês apoiador da ordenação feminina na Igreja, acrescentando que “se esse assunto não for resolvido, a Igreja será cada vez mais ignorada e se tornará um pouco mais do que uma seita”.

Pode-se descrever o fato de este grupo de mulheres conseguir a permissão para realizar o protesto em Roma como um “milagre”, visto que esta cidade geralmente se põe ao lado do que diz a Santa Sé quanto a assuntos desta natureza.

Em maio de 2017, o Papa Francisco disse a um grupo de 900 religiosas que ele criaria uma comissão para estudar a questão da ordenação de mulheres ao diaconato.

“Abrir uma comissão para estudar o diaconato feminino seria um enorme passo para o Vaticano no reconhecimento de sua própria história. Isso é algo a comemorar”, diz McElwee, uma das mulheres que participou da marcha.

Odama agradeceu os pais do novo padre, o Sr. Tobia e a Sra. Joska Oyoo, por aceitarem que o filho fosse ordenado sacerdote, o que é contrário à tradição do povo acholi, que insiste que os filhos devem criar famílias.

O arcebispo pediu ao novo padre que seja obediente a seus superiores e que pregue a Palavra de Deus em todo o lugar onde for. O Pe. Simon Ongwech foi designado para a Paróquia de Patongo, no distrito de Agago.

Dom John Baptist Odama diz que o principal desafio que a Igreja enfrenta atualmente é o de ter poucos padres ao mesmo tempo em que é enorme o número de pessoas que querem os seus serviços. O religioso solicitou aos pais que enviem mais filhos para se juntarem ao seminário masculino e suas filhas, para se juntarem ao convento, a fim de unirem-se ao ministério católico.

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