Ler Amoris Laetitia sob a nova luz da Páscoa. Artigo de James F. Keenan

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25 Abril 2017

"A semana da Páscoa é o momento perfeito para reler Amoris Laetitia, do Papa Francisco – ou lê-la pela primeira vez. Aos cristãos, a novidade que a exortação apresenta não é uma contradição do passado; a novidade nasce dele. A novidade de Amoris Laetitia traz brilhantemente a tradição para dentro do presente, para o bem do futuro".

O comentário é do padre jesuíta James F. Keenan, professor de teologia no Boston College, EUA, em artigo publicado por Crux, 21-04-2017. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Eis o artigo.

É Páscoa. Jesus Cristo ressuscita do túmulo: ele se manifesta, é o Senhor Ressuscitado. Ele não mais é tido como simplesmente o Jesus de Nazaré. É o Senhor dos vivos e dos mortos. Nós o confessamos como tal.

A humanidade jamais será a mesma. Por sua ressurreição, somos trazidos ao caminho do Senhor. Por sua misericórdia, somos salvos. Por sua ressurreição, não somos simplesmente restaurados; diferentemente, fazem-se novas todas as coisas. A possibilidade para nós de seguir no caminho do Senhor nos é dada como um fruto de sua ressurreição. Somente por sua morte e ressurreição é que podemos segui-lo.

A mensagem pascal se desdobra para nós como algo, que só pela fé se torna crível. E, se nos atrevemos a aceitar a graça desta fé, então podemos ver um novo dinamismo em nossas vidas que nunca mais morrerá.

O dinamismo pascal, aquele chamado a ver novas as coisas, aquele chamado a ver não o que é permitido, mas o que é convocado, está, em minha estima, bem claro na exortação apostólica Amoris Laetitia.

Convido-o a ler a exortação na Semana Santa. Se a ler, poderá começar a sorrir e dizer, como aconteceu comigo: Há muita novidade aqui. E poderá achar que esta novidade não é tão preocupante como uns dizem.

A novidade cristã não se desvencilha da realidade nem de sua própria herança. A possibilidade da novidade extraordinariamente radical da ressurreição vem não do ar rarefeito. Quando nós católicos cremos na novidade, não estamos em busca do fantasioso, espontâneo ou irreal. A novidade cristã sempre tem uma história desde que o Senhor se levantou do túmulo onde Jesus de Nazaré foi posto. A Páscoa em Jerusalém tem sua origem em Belém. Não houve ruptura entre os dois eventos.

Para os cristãos, a novidade não é uma contradição do passado; ela nasce dele. A novidade de Amoris Laetitia traz brilhantemente a tradição para dentro do presente, para o bem do futuro. Como ensinava o grande teólogo Marie-Dominique Chenu, a nossa tradição deve sempre se desenvolver; caso contrário, não poderemos conduzi-la para dentro do futuro.

Enquanto você lê Amoris Laetitia, permita-me trazer o que penso ser novo em seu texto.

1.- Amoris marca um ponto de inflexão. No ano passado, li e revi a recepção de Amoris Laetitia em nível mundial e o pano de fundo resume-se naquilo que um grupo de teólogos alemães chamou esta exortação num livro que editaram: é um “Wendpunkt”, um ponto de inflexão.

Eles olharam para o número incrível de novas perspectivas que estão integradas em Amoris: o ensino sinodal, uma teologia relacional do matrimônio, um acompanhamento pastoral, a misericórdia, uma Igreja que se confessa. Como os alemães, de forma admirável os belgas a chamaram de “um ponto sem volta”.

2.- O fruto de uma Igreja sinodal. Vinte cinco anos atrás, Dom John Quinn sugeriu que tivéssemos sínodos que tomassem decisões, não muito diferente do espírito do Concílio de Jerusalém em Atos 15. Neste concílio, Pedro, Paulo e Tiago, juntamente com o restante das lideranças da Igreja, envolveram-se fortemente com as questões sobre como acomodar em termos pastorais os Gentios à luz das práticas então contemporâneas da Igreja.

Diante deste histórico, a exortação apostólica nasce do trabalho de dois sínodos onde os bispos, de maneira semelhante, se debateram, argumentaram sobre o estado atual do matrimônio católico e sobre a necessidade de uma resposta pastoral às vidas dos casais.

Esta exortação nasce do engajamento desses dois sínodos, e o Papa Francisco apresenta a sua exortação magisterial como o fruto do sínodo. Espero que vejamos mais sínodos e recebamos mais a partir deles.

3.- Ritmo, doutrina! É uma exortação pastoral. Um dos primeiros participantes do sínodo a falar depois que a exortação fora publicada foi o Cardeal Walter Kasper: “Ela não muda coisa alguma da doutrina católica ou do direito canônico – mas muda tudo”.
Kasper entende as afirmações perspicazes do historiador da Igreja John O’Malley, que lembra que o Concílio Vaticano II foi um evento pastoral, tanto no estilo quanto no conteúdo. Ele também acrescenta: “O modelo do Papa Francisco para as iniciativas deste seu pontificado tem sido, desde o primeiro instante, os ensinamentos do Vaticano II”.

Esta exortação é, portanto, pastoral e, como lembra O’Malley, um ensino pastoral é quando tentamos ter o entendimento correto da doutrina. É por isso que precisamos de pastoral. É por isso que necessitávamos do Vaticano II. Precisávamos entender corretamente a doutrina.

O ensino pastoral nunca é a irmã pobre da doutrina, mas sua companheira. Através dele, ensina-se efetivamente a doutrina. Além disso, como irá reconhecer todo aquele que já leu as obras históricas basilares do falecido John T. Noonan Jr., é exatamente através do ensino pastoral que a doutrina se desenvolve.

4.- A teologia marital é profundamente concreta e relacional. Frequentemente Francisco exaspera-se com que os leitores corram para o capítulo oitavo de Amoris Laetitia sem ler os sete primeiros. Ao lê-los todos, encontramos uma nova exortação magisterial sobre o matrimônio.

O teólogo alemão Konrad Hilpert reconhece a relação dinâmica do matrimônio e da sexualidade de Amoris Laetitia como a chave para a novidade. Sustenta que o foco de sua ética relacional não está sobre o ato sexual e sobre o conjunto de regras que o determinam, mas sim sobre o contexto comunicativo em que uma pessoa se torna mais ainda consciente da capacidade de conhecer, entender, aceitar e amar o outro.

Aqui nos Estados Unidos, Julie Hanlon Rubio, sem dúvida a escritora mais prolífica e significativa sobre a teologia do matrimônio, afirma que a contribuição primária da exortação é “o seu chamado aos cônjuges casados a persistirem no amor de casados através dos anos. Este documento pega perguntas importantes – ‘Por que se casar? Por que permanecer casado?’ – e dá respostas melhores do que qualquer outro ensino católico oficial sobre o matrimônio”.

5.- Não nos deve surpreender que precisamos de uma cartilha para lermos esta exortação. Cartilhas não são necessárias porque a exortação é complicada (ela não é), mas porque é fundacional e extensa. A teologia precisa ser desenvolvida nas igrejas locais. Isso também desencadeou um mercado para as cartilhas. Os franceses publicaram um material como uma “jornada a fazermos juntos”.

O Instituto Jesuíta da África do Sul produziu algo parecido. Cartilhas italianas, espanholas e alemãs estão disponíveis na internet. Nos EUA, o sítio eletrônico National Catholic Reporter produziu o seu próprio material, em seguida Julie Hanlon Rubio publicou um guia de formação na fé sobre a exortação para a [editora] Liturgical Press e agora Tom Rausch e Roberto Dell’Oro estão editando uma coletânea para a Paulist Press.

6.- A teologia moral tem uma nova tarefa: acompanhar os demais na formação de suas próprias consciências. Connor Kelly escreve que, com a exortação, Francisco está mudando a tarefa da teologia moral como um todo: agora, a consciência não só reconhece a verdade moral como é ensinada, mas a discerne e articula o seu curso para o futuro. Todos os católicos devem permitir que suas consciências sejam os seus guias. Kelly nos direciona ao parágrafo 303:

Mas esta consciência pode reconhecer não só que uma situação não corresponde objetivamente à proposta geral do Evangelho, mas reconhecer também, com sinceridade e honestidade, aquilo que, por agora, é a resposta generosa que se pode oferecer a Deus e descobrir com certa segurança moral que esta é a doação que o próprio Deus está a pedir no meio da complexidade concreta dos limites, embora não seja ainda plenamente o ideal objetivo. Em todo o caso, lembremo-nos que este discernimento é dinâmico e deve permanecer sempre aberto para novas etapas de crescimento e novas decisões que permitam realizar o ideal de forma mais completa”.

A competência discernente de consciência do papa ressoa a teologia conciliar, em particular em Gaudium et Spes. Kelly escreve: “Ao levar a sério esta ideia conciliar, Amoris Laetitia avança, de maneira significativa, na compreensão magisterial da consciência, representando um outro passo num processo contínuo de desenvolvimento e recuperação da tradição que está ativo na Igreja desde o Vaticano II”.

Isso significa que agora a consciência católica está livre para ignorar o magistério da Igreja? Não. Mas é preciso perguntar o quanto do ensino católico dita diretamente as decisões regulares da consciência católica.

A Igreja nos orienta em algumas questões da vida parental e de casado, mas o viver rotineiro desta vocação depende do discernimento consciente ativo do que é o melhor para um filho, para um casamento ou para uma família. De forma semelhante no local de trabalho, situações de responsabilidade, justiça, transparência e confidencialidade conduzem a desafios frequentes de consciência.

Estas decisões multitudinárias feitas com frequência não se fazem consultando manuais magisteriais, e sim envolvendo a consciência do sujeito regularmente.

7.- O hábito de invocar a consciência de alguém é um discernimento moral. O papa capta a ideia de seguir a própria consciência ao falar sobre o discernimento. Esta ênfase no discernimento foi reconhecida pelos leitores da exortação; como observaram os editores da revista Commonweal, trata-se de um “reconhecimento da complexidade humana e um endosso da subsidiariedade”.

Os teólogos morais leram o endosso magisterial deste discernimento presente na exortação como um chamado a explorar as formas que nós, como católicos, discernimos, em consciência, aquilo que Cristo nos pede o tempo todo. Aqui reside aquilo a que muitos se referem como o chamado não ao minimalismo da exortação, mas ao “magis”.

8.- O acompanhamento é o modelo de ministério de Amoris Laetitia. A voz, o estilo e as convicções do papa são maravilhosamente pastorais e se fazem presentes na exortação. Estão tão presentes que, quando a lemos, podemos ter a estranha sensação de que o papa está, literalmente, falando a nós, na verdade seguindo-nos de um aposento de nossa casa para outro, até o momento em que se senta na nossa cozinha e percebemos que está nos revelando o dar e receber das relações, mas também que está a escutar, aguardando por nossas respostas e comentários. Ele nos acompanha no enfrentamento do nosso próprio matrimônio e das nossas próprias relações.

Acompanhar é o que o papa pede aos bispos, ao clero, aos religiosos/as e ministros leigos. Somos chamados a acompanhar os demais no momento em que formam as suas consciências e tomam decisões diárias em seus casamentos, em suas famílias, nos locais de trabalho e nas comunidades.

9.- Este acompanhamento envolve – e não suprime – a consciência católica. Na parte inicial da exortação, Francisco se sai com um de seus gracejos pastorais: “Somos chamados a formar as consciências, não a pretender substituí-las” (Amoris, 37). Uma frase sensacional. Pesquise-a no Google! Ela é citada repetidas vezes como uma observação autocrítica sobre o ensino da Igreja e o ministério da pregação.

Essa citação aparece quando o papa, ao refletir sobre as vezes que não estamos abertos às obras da graça, diz: “Também nos custa deixar espaço à consciência dos fiéis, que muitas vezes respondem o melhor que podem ao Evangelho no meio dos seus limites e são capazes de realizar o seu próprio discernimento perante situações onde se rompem todos os esquemas”.

Trata-se de um documento magisterial que deixa espaço à consciência católica.

10.- Este ministério do acompanhamento não é diferente dos ensinamentos pastorais do Papa João Paulo II. Posso citar várias instruções em que João Paulo deu soluções pastorais de acompanhamento aos casados. Duas aparecem na exortação apostólica Familiaris Consortio (1981). Primeiramente, no parágrafo 34, o papa fala sobre o processo legítimo pelo qual um casal que reconhece a autoridade de Humanae Vitae, mas que é incapaz de seguir o seu ensino, procura por aconselhamento pastoral e, através da lei da gradualidade, está, em certos casos, apto a receber a Comunhão, embora os cônjuges pratiquem o controle de natalidade.

O segundo ensinamento pastoral sobre o acompanhamento vem do parágrafo 84. Curiosamente, na coletiva de imprensa em que lançou Amoris Laetitia, perguntaram ao cardeal austríaco Christoph Schönborn como enquadrar a abertura de Francisco à questão da Confissão e Comunhão aos casais divorciados e recasados com a recusa de João Paulo II a permitir que estes mesmos fiéis se aproximassem da Eucaristia, a menos que, depois da Penitência, concordassem em viver em “plena continência” (84).

Com Familiaris, João Paulo II autorizou os católicos divorciados e recasados que viviam “em plena continência” a receber a Comunhão. Antes de João Paulo II, papa algum havia falado da possibilidade de os fiéis divorciados e recasados aproximarem-se da Eucaristia.

Francisco não poderia, como João Paulo II, autorizar o envolvimento por outras questões?

O cardeal acrescentou: “Existe continuidade no ensino aqui, mas existe também algo realmente novo. Há um desenvolvimento real [da doutrina], não uma ruptura”.

Nas páginas do jornal L'Osservatore Romano, Rocco Buttiglione deu sequência ao ponto onde Schönborn parou. Ele pergunta: “Há alguma contradição entre os papas que excomungavam pessoas divorciadas e recasadas e São João Paulo II, que suspendeu esta excomunhão?” Em que Francisco difere de João Paulo II? Ambos estão lendo os sinais dos tempos e estão guiando a Igreja através do seu próprio desenvolvimento.

11.- A contradição acompanha as consciências mesmo a dos divorciados e recasados. Muito do que se escreve sobre o assunto e sobre se Francisco autoriza ou não, em alguns casos, os sacramentos da Reconciliação e Comunhão os católicos divorciados e recasados que, em consciência, as buscam.

De certo modo, ele sugere (na nota 351) que este é um assunto para as igrejas locais decidirem. Embora alguns possam se surpreender e outros possam argumentar que as igrejas locais não podem tomar decisões a respeito destes assuntos, uma das realizações do Vaticano II foi restaurar a função integral das igrejas locais dentro da Igreja universal.

Francisco busca, e muito, implementar as decisões do Concílio e, como vimos antes sobre a sinodalidade e a consciência, o espírito do Concílio anima, em grande parte, os seus próprios ensinamentos.

Com razão, Lisa Sowle Cahill observa: “Na realidade, o que Francisco tem feito é dar aos bispos locais a permissão e o espaço para tentar inovações que são mais flexíveis, misericordiosas e pastorais – porém não está obrigando a isso”. Ainda assim, ele está assistindo e aguardando.

Algumas iniciativas merecem ser mencionadas. Os bispos de Buenos Aires escreveram uma carta para os padres concernente à forma de interpretar o capítulo oito. Após reconhecer o caso de Familiaris Consortio, de um casal de divorciados e recasados que mantém a continência de forma que podem receber os sacramentos, os bispos acrescentam que, se esta opção não estiver viável, “também é possível um caminho de discernimento”.

“Caso se chegue a reconhecer que em um caso concreto há limitações que atenuam a responsabilidade e a culpabilidade, especialmente quando uma pessoa considere que cairia em uma posterior falta, prejudicando os filhos da nova união, Amoris Laetitia abre a possibilidade do acesso aos sacramentos da Reconciliação e da Eucaristia”.

Acrescentam que, em certos casos, a confidencialidade pode ser prudente, na medida em que a comunidade local segue em frente num “espírito de compreensão e abertura”. O papa comentou que a carta “é muito boa e expressa plenamente o significado do capítulo VIII de Amoris Laetitia. Não há outras interpretações. E eu tenho certeza que esta fará muito bem”.

As Vésperas de Todos os Santos o arcebispo de Rouen, Dom Dominique Lebrun, propôs à igreja de Rouen, França, sete padres como “missionários da Misericórdia” para a arquidiocese, os quais foram confiados para “especialmente” acolherem divorciados que estão num novo relacionamento com o objetivo de capacitá-los a “examinar à luz da Palavra de Deus as consciências em completa discrição”.

É claro que algumas igrejas estão à frente de Amoris Laetitia. Poucos dias antes se seu lançamento, Schönborn revelou que não estava “nenhum pouco orgulhoso” de que a exortação havia agora “plenamente adotado” a prática pastoral concernente aos divorciados que voltaram a se casar, o que tem estado em uso por mais de 15 anos na Arquidiocese de Viena.

12.- O restaurador da misericórdia. A minha admoestação favorita na exortação concerne à misericórdia. No parágrafo 311, Francisco escreve: “Às vezes custa-nos muito dar lugar, na pastoral, ao amor incondicional de Deus. Pomos tantas condições à misericórdia que a esvaziamos de sentido concreto e real significado, e esta é a pior maneira de aguar o Evangelho”.

Repetidas vezes ouvimos, dos mais variados líderes eclesiásticos, a repreensão para não aguarmos a doutrina. Mas aqui somos advertidos de que, ao condicionar a misericórdia divina, aguamos o Evangelho. Nunca tinha ouvido esta advertência antes. Eis uma repreensão que considero renovadora.

O papa continua: “É verdade, por exemplo, que a misericórdia não exclui a justiça e a verdade, mas, antes de tudo, temos de dizer que a misericórdia é a plenitude da justiça e a manifestação mais luminosa da verdade de Deus. Por isso, convém sempre considerar ‘inadequada qualquer concepção teológica que, em última instância, ponha em dúvida a própria omnipotência de Deus e, especialmente, a sua misericórdia’”.

Concluo com estas palavras. Restaurar a misericórdia, o fruto da Páscoa, o fruto de Amoris Laetitia. Leia-a agora.

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