Dos escolares do 9º ano, 4,0% disseram já ter sido forçados a ter relação sexual

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30 Agosto 2016

Dos escolares do 9º ano, 4,0% disseram já ter sido forçados a ter relação sexual, cerca de 105,2 mil pessoas, sendo mais frequente entre as meninas (4,3%) que entre os meninos (3,7%). Considerando a dependência administrativa das escolas, 4,4% foi o percentual dos alunos das escolas públicas e 2,0% dos alunos das escolas particulares. Roraima (7,3%) teve o maior percentual.

A informação foi publicada por IBGE, 29-08-2016.

Sobre quem os forçou à relação sexual, os maiores percentuais citados foram namorado(a) ou ex-namorado(a), com 26,6%; amigo(a), com 21,8%; pai, mãe, padrasto ou madrasta, com 11,9% e outros familiares, com 19,7%.

Gravidez precoce atinge 9,0% das meninas que já tiveram relação sexual

Em 2015, 27,5% dos estudantes do 9º ano já haviam tido relação sexual alguma vez na vida, um percentual ligeiramente mais baixo que o observado em 2012 (28,7%). Para os meninos, a frequência deste indicador foi de 36,0% e para as meninas, 19,5%. Considerando a dependência administrativa das escolas, 29,7% de alunos das escolas públicas e 15,0% das escolas privadas já tiveram relação sexual. Roraima foi o estado com maior percentual de estudantes que já tiveram relação sexual (41,4%).

Dos estudantes que já tiveram relação sexual, 61,2% usaram preservativo na primeira vez, sendo maior o uso pelas meninas (68,7%) do que pelos meninos (56,8%). Quando se considera a última relação sexual, o percentual de estudantes que usaram preservativo aumenta para 66,2%, no entanto, observa-se queda em relação a 2012 (75,3%). Excluindo-se a camisinha, 61,5% dos estudantes utilizam a pílula anticoncepcional como método contraceptivo.

Com relação à prevenção de gravidez, 79,2% dos estudantes responderam ter recebido informações na escola, com maior proporção para as meninas (82,0%) do que para os meninos (76,3%). Ainda assim, 9,0% das que tiveram relação sexual (23.678) disseram já ter engravidado alguma vez, com expressiva diferença entre as meninas de escolas públicas (9,4%) e privadas (3,5%).

Clique aqui para acessar todos os resultados da PeNSE 2015.

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