O adeus de Bertone ao palácio da Cúria – viverá no Mega-ático

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09 Dezembro 2014

Completados anteontem os 80 anos, o ex-secretário de Estado do Vaticano Tarcisio Bertone deixa fisicamente o palácio apostólico, sede das principais atividades do governo da cúria romana. O seu apartamento, de fato, foi liberado em favor de seu sucessor, o cardeal Pietro Parolin, nomeado há mais de um ano, que poderá assim decidir se vai ocupá-lo ou se continua a habitar na hospedaria de Santa Marta, junto a Francisco. Portanto, dois anos e meio após a eleição de Bergoglio, o número dois do Vaticano na era de Joseph Ratzinger libera os quartos que há anos – era o ano de 2006 – o seu predecessor na mesma Secretaria de Estado Angelo Sodano havia ocupado por algum tempo após as demissões. Com o fechamento dos 75 anos, segundo um recente rescrito papal, os encargos de bispo e cardeal decaem e, por este motivo, não é excluído que também a Bertone seja solicitado que deixe o último “encargo” que lhe restou, o papel de camerlengo da Santa Igreja Romana, uma posição importante em caso de sede vacante: compete ao camerlengo presidir a sede até a eleição do novo Pontífice.

A reportagem é de Paolo Rodari, publicada pelo jornal La Repubblica, 04-12-2014. A tradução é de Benno Dischinger.

Bertone se transfere no Ático ao Palácio San Carlo, apartamento ocupado até a morte pelo comandante da Gendarmeria Camillo Cibin. O Ático foi lançado às honras das crônicas no passado mês de abril, quando tinha sido relançada a notícia dos trabalhos em curso para sua reestruturação, pagos por Bertone do próprio bolso, e que levaram ao rodopio da metragem, isto é, segundo quanto disse o mesmo cardeal, a uns 350 metros quadrados. Um luxo, para alguns. Normais rotinas, ao invés, para a maior parte das vozes além Tibre que recordam como dificilmente se encontram no Vaticano apartamentos de baixa metragem. A iniciativa de Bertone, em suma, não é uma exceção, nem um privilégio.

De resto, às acusações contra ele movidas, Bertone replicou há algum tempo com uma carta enviada aos semanários diocesanos de Vercelli e Gênova, onde foi arcebispo, argumentando que o apartamento é espaçoso “como normalmente sucede nas residências vaticanas” e que, depois dele, algum outro haveria de usufruir dele.

O rescrito com o qual o Papa solicita a cardeais e bispos de deixarem o cargo aos 75 anos subentende que todo cargo é um serviço. Assim também aquelas poucas linhas publicadas ontem em “Nostre informazioni”, - a rubrica do Osservatore Romano que fala das nomeações vaticanas – dedicadas à saída de cena do comandante da Guarda Suíça Pontifícia, o coronel Daniel Rudof Anrig, subentendem esta lógica: “O Santo Padre dispôs que termine sua função aos 31 de janeiro de 2015, na conclusão da prorrogação concedida após o fim de seu mandato”. Reconfirmado por Francisco pouco após a eleição ao sólio de Pedro, Anrig deverá agora sair.

Em torno das demissões as hipóteses que circulam são múltiplas. Embora a mais verossímil pareça ser aquela de um Papa que deseja uma condução da Guarda menos rígida. É conhecido o quanto ele aprecia os trabalho das guardas (entre estas, entre outras coisas, muitos se dedicam nas horas de repouso a obras de voluntariado, também assistindo em Roma os pobres e levando-lhes comida), mas, ao mesmo tempo retém que uma gestão menos rígida do Corpo seja mais justa e mais condizente ao seu estilo. Todo encargo vaticano é para o Papa um serviço. Afastar-se, portanto, não é abdicar, quanto entrar nas pegadas do pensamento do místico inspirador de Inácio de Loyola (e de Bergoglio), Pedro Fabro, que falava de “continuar a evangelizar alhures”. Ele era um evangelizador ininterrupto, que devia ir lançar raízes, mas depois tornava a partir, deixando a outros a possibilidade de colher os seus frutos. Morreu em viagem.

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