Cardeal francês elogia o conflito na Igreja

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Por: André | 17 Novembro 2014

Um herdeiro de Santo Tomás de Aquino não é um herdeiro de São Boaventura. Apelar ao Pe. de Lubac não é o mesmo que apelar ao Pe. Congar. Na Igreja existem diferentes escolas teológicas, uma variedade de tradições e experiências e devemos aceitar essas diferenças, porque elas permitem que avancemos: na essência, foi o que explicou, na quarta-feira, 12 de novembro, o cardeal André Vingt-Trois (foto), convidado pelo Instituto Católico de Paris e pelo semanário católico Le Pèlerin para discutir os resultados do Sínodo sobre a família.

A reportagem é de Isabelle de Gaulmyn e publicada pelo jornal francês La Croix, 13-11-2014. A tradução é de André Langer.

 
Fonte: http://bit.ly/1vev811  

"Houve conflitos"

Que a Igreja seja diversa, nós já sabemos. Este blog testemunhou isso à sua maneira, bastante amplamente! Mas que essas diferenças sejam reconhecidas e consideradas mesmo como positivas, isso é relativamente novo, especialmente nesse nível hierárquico. É preciso dizer que o cardeal Vingt-Trois, como ele mesmo nos contou, fez a experiência da diversidade durante os 15 dias do Sínodo: “houve tensões e até conflitos entre os padres sinodais”, testemunhou. E o Papa ficou encantado, vendo nisso uma forma de "consolação" (um "movimento dos espíritos", no vocabulário inaciano). O arcebispo de Paris contou como o Papa, durante uma conversa privada, referindo-se aos debates do Sínodo, abriu-lhe o seu coração, para constatar com uma risada: "isto cria movimento, e está bem...".

Francisco exercerá bem o seu papado

Movimento, portanto, debate, porque as manifestações neste sínodo foram muito livres. É uma maneira, explica o cardeal Vingt-Trois, de viver a "colegialidade" entre o papa e os bispos. Mas isso só é possível porque o papa está aí para assegurar um ministério de unidade. Em seu discurso de encerramento do Sínodo, Francisco definiu precisamente o ministério petrino, notando que as decisões serão acompanhadas de sua responsabilidade, em função das propostas que lhe serão feitas. "Aqueles que temem que Francisco não exercerá bem o seu papado podem ficar tranquilos", observou ainda o cardeal André Vingt-Trois.

E na França?

Não impede. Agora precisamos saber como esta colegialidade será capaz de ser exercida no nível inferior. Será que nas questões familiares e morais o debate vai poder se instaurar na Igreja entre os católicos “da base”, sobrecarregados também eles com os seus próprios problemas e interrogações? Tirando suas conclusões sobre o debate sobre os divorciados recasados e o problema do acesso à comunhão dos sacramentos de pessoas que vivem em situações "não regulares", o arcebispo de Paris parecia fechar imediatamente as portas para qualquer evolução geral sobre estas questões. É, talvez, o que vai acontecer no final; ninguém sabe. Mas é muito cedo para fazer essa afirmação. É necessário, também nisso, em primeiro lugar que o debate seja feito: que os católicos possam testemunhar, os responsáveis discutir, os teólogos trabalhar e se confrontar. A colegialidade na Igreja não diz respeito apenas a Roma...

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