Papa pede aos bispos para serem francos, porém o primeiro dia do Sínodo sublinha limites

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07 Outubro 2014

O Papa Francisco abriu o Sínodo dos Bispos sobre a família nesta segunda-feira pedindo aos bispos e demais participantes que “falem abertamente”. No entanto, o principal orador do dia de abertura do evento fez uma observação cautelosa, insistindo que o que está em jogo não é a doutrina da Igreja, mas antes a sua aplicação prática.

“O que está sendo debatido neste Sínodo (...) não são questões doutrinais, mas questões práticas”, disse o cardeal húngaro Péter Erdö, escalado pelo papa para trabalhar como relator do Sínodo, ou seja, como aquele que abre os debates e que os resume ao final.

Apesar disso, Erdö insistiu que o Sínodo, mesmo assim, seria um debate livre e aberto.

A reportagem é de Inés San Martín, publicada por Crux, 06-10-2014. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Embora o período pré-sinodal tenha sido dominado por um fogo cruzado entre cardeais e outros bispos sobre questões polêmicas de se os católicos divorciados e recasados devem, ou não, receber a Comunhão, vários prelados negaram, hoje, que o Sínodo esteja dividido.

“Não há conflito algum”, disse o cardeal francês André Armand Vingt-Trois durante uma coletiva de imprensa no Vaticano.

“Algumas coisas foram ditas no calor do momento. Mas eu não diria se tratar de uma polêmica presente realmente” entre os bispos, disse ele.

Em sua fala de abertura, Erdö não deu nenhum indicativo sobre como o impasse a respeito dos católicos divorciados e recasados poderá ser resolvido, mas disse que – independentemente do que acontecer – o ensino da Igreja sobre o casamento como um compromisso para toda a vida não vai mudar”.

“Não se questiona o ensino sobre a indissolubilidade do casamento como tal”, disse Erdö. “Um sínodo como este não é exatamente o lugar para uma reflexão teológica aprofundada; é, isto sim, um lugar para se falar sobre as possibilidades pastorais”.

Quanto a quais mudanças práticas podem estar em jogo, Erdö falou da possibilidade de um processo simplificado para a concessão de anulações, ou seja, as declaração emitida pela Igreja de que um casamento não foi válido e que permite que um fiel se case novamente.

Em particular, Erdö lançou a ideia de conceder anulações através de um procedimento administrativo abreviado em vez do processo eclesiástico atualmente exigido.

“O processo poderia concluir-se com uma declaração de nulidade pelo bispo diocesano, que iria também propor uma forma de aumentar a consciência e a conversão da parte em questão à luz de um casamento futuro possível”, falou o cardeal relator.

Em comentários dirigidos aos jornalistas, Erdö disse ter incluído esta possibilidade específica em sua fala porque as respostas de várias conferências episcopais ao redor do mundo enviadas em preparação para o Sínodo “fizeram, mais ou menos, algumas propostas neste sentido”, sugerindo que o pedido por um processo de anulação simplificado desfruta de um amplo apoio entre bispos.

No mês passado, o Vaticano anunciou a criação de uma nova comissão destinada a revisar os processos de anulação. Alguns fiéis que passaram por este processo se queixam de que ele é demorado, complexo e excessivamente invasivo em termos de informações pessoais exigidas.

Por vezes, Francisco pediu que a Igreja seja mais misericordiosa em seu tratamento das pessoas naquilo que ela considera relacionamentos “irregulares”, mas Erdö foi cuidadoso em salientar que a misericórdia não significa jogar janela afora as regras do casamento.

“No caso de um casamento sacramental consumado, após o divórcio, um segundo casamento reconhecido pela Igreja é impossível”, disse.

Durante a sua fala, Erdö admitiu que a mensagem de Cristo quanto à vocação da pessoa e da família não é “cômoda, porque ela põe demandas, exigindo uma conversão dos nossos corações”, e acrescentou: “a alegria do Evangelho preenche os corações e a vidas daqueles que enfrentam um vazio interior e a solidão”.

Em suas próprias observações feitas na abertura do evento, o Papa Francisco pediu aos 184 bispos e 69 outros participantes, incluindo padres, consultores leigos e irmãs, a não se preocuparem com o que os outros, inclusive ele próprio, poderiam pensar sobre o que têm a dizer.

“Falem claramente. Dizem tudo o que, no Senhor, vocês precisam dizer, sem considerações humanas”, falou o papa. “Ao mesmo tempo, escutem com humildade e acolham com o coração aberto aquilo que seus irmãos dizem”.

Francisco confidenciou que, após um encontro com os cardeais convocado por ele em fevereiro deste ano para dar início aos preparativos ao Sínodo, um cardeal escreveu-lhe uma carta pessoal dizendo ser “era uma pena que alguns cardeais não tiveram a coragem de falar o que pensavam”, pois estavam preocupados com a possibilidade de o papa ter ideias diferentes.

Desta vez, disse o pontífice, não deverão existir tais tabus.

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