Raio X do emprego no Vale do Sinos em 2016

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Por: Nadine Steffen e Marilene Maia | 18 Novembro 2017

Com o propósito de delinear os aspectos do mercado de trabalho no útimo ano, a partir dos vínculos empregatícios formais ativos em dezembro de 2016, o Observatório da realidade e das políticas públicas do Vale do Rio dos Sinos - Observasinos, programa do Instituto Humanitas Unisinos - IHU, sistematizou os dados mais recentes da Relação Anual de Informações Sociais - RAIS.

Pautando os últimos quatro anos, houve uma contração de 9,1% no número de vínculos ativos de 2013 para 2016, o que representa uma queda média anual de 2,4%. De 2014 a 2015 foi observada uma diminuição de 3,9% dos postos de trabalho no Vale do Sinos, e de 2015 a 2016 a taxa seguiu negativa (2,7%), embora menor em relação ao período anterior. 



Arte: Nadine Steffen

O município de Nova Santa Rita, continuamente, ao longo dos quatro anos, registrou expansão do mercado de trabalho, em um total de 28,7%. Portão mostrou aumento expressivo no número de vínculos em 2014, mas já em 2015 o número voltou a ser semelhante ao que era em 2013; entre os anos a taxa de crescimento de postos foi de 4,1%. Em Campo Bom, apesar da movimentação anual, em 2016 havia apenas seis vínculos a menos que em 2013.

Já os outros onze municípios do Vale do Sinos apresentaram contração do mercado de trabalho acima de 4,4% nos últimos anos, que foi o caso de Sapiranga. Em Canoas observou-se uma contração de 18,9%, em Esteio de 14,7%, em Sapucaia do Sul de 11,5% e em Araricá de 10,9%.

Expandindo a análise para os cinco setores da economia, verifica-se que em 2016 o setor de serviços abrigava 40,4% dos trabalhadores formais do Vale do Sinos, seguido dos setores de indústria com 33,9%, comércio com 21%, construção civil com 4,5%, e agropecuária com 0,2%. Essa participação dos setores no número de vínculos foi também observada no ano anterior.

 



Arte: Nadine Steffen

Em 2013, o setor de serviços abrigava 37,8% dos trabalhadores formais do Vale do Sinos, seguido de indústria com 36%, comércio com 20%, construção civil com 6%, e agropecuária com 0,2%. De uma contração média de 2,4% ao ano para o total dos setores, o número de vínculos na construção civil mostrou a maior queda média, de 9,2% ao ano, seguido da indústria, com 3,8% ao ano.

Assim como na construção civil e na indústria, nos demais setores também houve contração do mercado de trabalho: no comércio foi de 1,2% ao ano em média, na agropecuária foi de 0,8% e nos serviços foi de 0,7%. O setor de serviços foi o que mais conquistou espaço no período, em detrimento da participação da indústria e também da construção civil.

Ao longo dos meses de 2016, foram criados apenas 30% dos vínculos ativos no ano. No primeiro trimestre foram criados 7,2% dos vínculos do ano, no segundo 6,9% destes e no terceiro o percentual criado foi de 7,8%. No último trimestre foram criados 8,03% ou 28.448 vínculos no Vale do Sinos. Pensando em semestres, o primeiro totalizou 14,1% e o segundo 15,8%. Os meses que mais registraram admissões em 2016 foram outubro, com 10.644, agosto, com 10.079 e novembro, com 9.983.

 



Arte: Nadine Steffen

Os municípios com percentual de não admitidos no ano superior ao do Conselho Regional de Desenvolvimento - COREDE (70,1%) foram São Leopoldo, Portão, Esteio, Ivoti e Sapucaia do Sul. Dois Irmãos apresentou a maior taxa: de pelo menos três a cada quatro vínculos ativos em 2016, as admissões ocorreram em anos anteriores (75%). Em sentido oposto, Araricá apresentou a maior taxa de admitidos no ano, de 34% do total de vínculos ativos.

Face da dimensão dos estabelecimentos: número de empregados

Em 2016, o Vale do Sinos tinha registrados 32.839 estabelecimentos, número 2% abaixo do ano anterior e 2,7% abaixo do número de estabelecimentos em 2013. Tal apontamento evidencia que, com a recente insegurança e inadimplência, acentuou-se o número de estabelecimentos fechados, que, no período analisado, mostrou crescimento apenas de 2013 para 2014, ainda que sutil.



(Arte: Nadine Steffen)

No último ano, a participação do número de estabelecimentos por tamanho dos mesmos seguiu semelhante à dos anos anteriores: 11,4% não tinham empregados, 54,9% tinham de um a quatro empregados, 15,7% tinham de cinco a nove empregados, 9,7% tinham de 10 a 19 empregados, 5,4% tinham de 20 a 49 empregados, e 1,6% tinham de 50 a 99 empregados. Apenas 1,3% dos estabelecimentos do Vale dos Sinos tinham acima de 100 empregados.

Mercado e perfil dos trabalhadores em 2016

Em meio aos 14 municípios do Vale do Sinos, Canoas tinha, formalizados, 22,4% dos trabalhadores. Novo Hamburgo tinha o percentual de 21,4%, São Leopoldo de 16,2%, Sapiranga de 6,8% e Campo Bom de 6,3%.

No ano, 55% dos trabalhadores formais do Vale do Sinos eram homens e 45% eram mulheres, seguindo igual a participação de cada sexo em 2015. Em comparação com 2013, o primeiro percentual era de 55,8% e o segundo, de 44,2%, ficando evidente o crescimento perto de um ponto percentual da participação feminina no trabalho.

Em Nova Santa Rita, 72% da força de trabalho continuou sendo masculina, seguido de Portão, onde o percentual foi de 60%. Apenas em Dois Irmãos e Nova Hartz o percentual de homens foi inferior ao de mulheres, igual a 49% em ambos os municípios.

As faixas etárias com mais participação no mercado de trabalho ainda em 2016 foram as de 40 a 64 anos, com 37,7% dos trabalhadores; de 18 a 29 anos, com 30,4% dos trabalhadores; e de 30 a 39 anos, com 29,3% dos trabalhadores. A faixa de 18 a 29 anos tem sofrido trajetória de queda de participação, sendo que em 2013 era de 33% do total de trabalhadores, ao contrário da faixa de 30 a 39 anos, que em 2013 era de 28,3%, e da faixa de 40 a 64 anos, que era de 35,8%. Assim, pode-se dizer que a participação de trabalhadores com idades superiores a 30 anos aumentou no Vale do Sinos nos últimos anos, passando de 64,8% em 2013 para 68% em 2016.

Por fim, a remuneração dos trabalhadores formais no Vale do Sinos foi se concentrando ao longo dos anos mais na faixa até três salários mínimos ou R$ 2.640,00 mensais. Em 2016, 29,8% dos trabalhadores recebiam até 1,5 salários mínimos (ou R$ 1.320) e 47,5% recebiam entre 1,51 e 3,0 salários mínimos; faixas salariais superiores tiveram nesse ano a menor participação do período analisado.

No ano, em Nova Hartz, 61,9% dos trabalhadores recebiam até 1,5 salários mínimos mensais e em Sapiranga, 46,3%, verificando-se assim os dois municípios com a menor remuneração do trabalho formal no Vale do Sinos. O contrário é o exemplo de Nova Santa Rita, onde apenas 19,5% dos trabalhadores recebiam a menor faixa salarial, podendo-se dizer que quatro em cada cinco trabalhadores recebiam a partir de um salário mínimo e meio.

Ampliando para a faixa de até três salários mínimos mensais, essa remuneração era recebida por 89% dos trabalhadores de Araricá e de Sapiranga e por 91% dos de Nova Hartz. São Leopoldo apresentou a menor participação na faixa, de 71,8%, seguido de Canoas e Sapucaia do Sul, ambos com 72%; equivale dizer que nos três municípios pelo menos 28% dos trabalhadores recebiam, em 2016, remuneração superior a três salários mínimos.

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