O emprego ameaçado por robôs

Revista ihu on-line

Base Nacional Comum Curricular – O futuro da educação brasileira

Edição: 516

Leia mais

Renúncia suprema. O suicídio em debate

Edição: 515

Leia mais

Lutero e a Reforma – 500 anos depois. Um debate

Edição: 514

Leia mais

Mais Lidos

  • “O grande erro da esquerda é pensar que movimentos sociais são sempre bons", afirma Manuel Castells

    LER MAIS
  • Um milhão de crianças fora da escola: o absurdo do trabalho infantil no Brasil

    LER MAIS
  • Discurso da esquerda não dá a Lula a menor chance de fazer bom governo

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

23 Maio 2017

Na medida em que se acelere a conversão para fábricas mais automatizadas em países como Estados Unidos, Japão e Alemanha, será terceirizado menos trabalho fabril em países em vias de desenvolvimento, com custos de mão de obra relativamente baixos, segundo um relatório da Moody’s Investors Service. O impacto será mais severo na Hungria, República Tcheca, Eslováquia, Vietnã, Malásia e Tailândia.

A reportagem é publicada pelo jornal mexicano El Financiero, 18-05-2017. A tradução é do Cepat.

Grande parte da ansiedade da cultura popular frente aos robôs gravita em torno da preocupação infundada por uma rebelião violenta de ciborgues e a possibilidade mais provável de que sejam eliminados empregos manuais. A Moody’s invoca o espectro de que os países em vias de desenvolvimento, que dependem das exportações de manufaturas, enfrentem uma dura realidade.

As fábricas automatizadas exigem um enorme investimento adiantado em tecnologia, mas uma vez realizado, os custos operativos serão com frequência muito menores que os das fábricas sem robôs da Europa Oriental e Sudeste Asiático.

“Como a fabricação se integrou muito em vários países, hoje, a adoção da automatização por um país tem repercussões tanto dentro como fora das fronteiras”, escreveram, na quarta-feira, em uma nota, analistas da Moody’s, entre eles Samar Maziad. Que a adoção da robótica resulte “positiva ou negativa para um país, em particular, dependerá de como evoluem as estratégias de investimento do setor privado, as políticas públicas e a dinâmica do mercado de trabalho”.

Os mercados emergentes mais propensos a sofrer a automação das fábricas são os que apresentam as porcentagens mais elevadas de exportações para os países líderes na adoção de tecnologia e os que fabricam produtos de tecnologia relativamente avançada, que tem a maior probabilidade de acabar sendo fabricados por robôs.

Estados Unidos, China, Alemanha, Japão e Coreia do Sul representam 75% das aquisições globais de tecnologia robótica, segundo a Moody’s.

Assim sofrerá as consequências cada região

Europa

Entre 2013 e 2015, as exportações de bens manufaturados com tecnologia avançada representaram, em média, mais da metade do Produto Interno Bruto (PIB) de países como Hungria, República Tcheca, Eslovênia e Eslováquia, segundo Moody’s. Até 20% dessas exportações vão para Alemanha, um usuário ativo de robôs.

Ásia

Entre 2013 e 2015, as exportações de bens manufaturados com tecnologia avançada representaram, em média, 30% do PIB da Tailândia, 35% da Malásia e 31% do Vietnã, segundo Moody’s. Grande parte dessas exportações é destinada a China, que tornou a robótica um eixo de sua política industrial e é um dos principais compradores mundiais dessas máquinas. As autoridades locais planejam triplicar a densidade de robôs e levá-la a 150 para cada 10.000 trabalhadores humanos até 2020, mostram os dados compilados por Bloomberg Intelligence.

América Latina

A região provavelmente seja a melhor posicionada para suportar a mudança, mas México e Costa Rica são os países mais vulneráveis, segundo Moody’s.

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

O emprego ameaçado por robôs - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV