Milão e o Bergoglio "martiniano"

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28 Março 2017

Quantos cruzamentos e quantas sugestões para a visita do Papa Francisco a Milão, no sábado passado. A primeira imagem é a do cardeal Angelo Scola, pastor da metrópole ambrosiana. Scola foi o centro de um “incidente” jornalístico sem precedentes no mundo católico: em 2013, o sitio do Avvenire, o jornal dos bispos italianos, deu a notícia da sua eleição como pontífice, no conclave que se reuniu depois da surpreendente renúncia de Bento XVI. Em vez disso, esse conclave escolheu o jesuíta argentino Bergoglio, que, depois, “impôs-se” o nome de Francisco, símbolo e fundador da ordem historicamente adversária da Companhia de Jesus.

A reportagem é de Fabrizio D’Esposito, publicada no jornal Il Fatto Quotidiano, 27-03-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

E, com Bergoglio, começa outra história que sempre leva a Milão. Para explicar a sua surpreendente eleição de 2013, surpreendente porque ninguém a tinha previsto, é preciso voltar ao conclave de 2005.

Eis aqui está o que disse, há um ano, Dom Georg Gänswein, prefeito da Casa Pontifícia e ainda “secretário” de Ratzinger, papa emérito. Na prática, o reinado de Bento XVI começou depois de um conclave marcado pela “dramática luta entre o chamado ‘Partido do Sal da Terra’ (Sal of Earth Party) em torno dos cardeais López Trujillo, Ruini, Herranz, Rouco Varela e Medina, e o chamado 'Grupo St. Gallen', em torno dos cardeais Danneels, Martini, Silvestrini e Murphy-O’Connor, grupo que o próprio Danneels, de Bruxelas, recentemente, de modo divertido, definiu como uma espécie de 'mafia club'”.

“Mafia club”, exatamente assim. Um grupo de cardeais progressistas que se reuniu de modo privado e informal, a partir de 1996, em St. Gallen, na Suíça, hóspedes do bispo local, Ivo Furer. O seu líder era Martini, o bispo de Milão mais amado do século passado. No conclave de 2005, a sua escolha recaiu sobre Bergoglio, mas eles foram derrotados.

Mas o fio dessa tentativa de renovação da Igreja nunca foi rompido e foi retomado em 2013: Martini havia morrido há menos de um ano, e o seu lugar de “guia” foi assumido por Godfried Danneels, ex-primaz da Bélgica e “criador de rei discreto”. E, hoje, o “rei” é o “martiniano” Bergoglio.

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