Milão. O Papa em San Vittore - almoço com os detentos: arroz e milanesa

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27 Março 2017

O Pontífice passou cerca de três horas na famosa penitenciária. A sua passagem por este local incluiu uma sesta no quarto do capelão, antes de dirigir-se à missa no Parque de Monza.

A reportagem é de Salvatore Cernuzio e publicada por Vatican Insider, 25-03-2017. A tradução é de André Langer.

Uma mesa de cerca de 50 metros, com uma toalha de papel amarela. Um menu tipicamente milanês: arroz com açafrão, “cotoletas” à milanesa e batata frita, com uma pitada “romana” de alcachofra. O almoço do Papa Francisco com cerca de 100 detentos da carceragem de San Vittore foi muito simples. A mesma simplicidade que é característica de toda a viagem do Papa à metrópole lombarda, onde Francisco chegou cedo pela manhã, apresentando-se na periferia da cidade como “um sacerdote”.

E “como um sacerdote”, Francisco entrou na penitenciária logo depois do meio-dia, após ter rezado o Angelus com milhares de fiéis na Praça do Duomo. As visitas às cárceres transformaram-se em uma das etapas quase obrigatórias das viagens do Papa argentino na Itália ou no exterior: em Poggioreale (Nápoles), Castrovillari, Palmasola (Bolívia), Ciudad Juárez (México) e à Casa Correcional Bom Pastor, instituto penitenciário feminino do Paraguai.

Um sinal de atenção por parte do Pontífice para com uma parcela “frágil” e marginalizada da sociedade, e com a qual ele mesmo se sente de alguma maneira identificado: “Cada vez que entro em uma prisão, me pergunto: ‘por que eles e não eu?’, sempre o disse o Papa. Palavras às quais se seguiram diferentes gestos de proximidade aos detentos e apelos incessantes para que se garantam melhores condições de vida e se respeitem seus direitos.

Um apelo que o Papa volta a fazer em Milão, ao visitar a antiga penitenciária que se encontra na Rua Filangieri, inaugurada em 1879 durante o Reino da Itália e na qual foram encerrados os presos políticos durante a época fascista. Trata-se, provavelmente, da etapa mais significativa da viagem a Milão. O certo é que se trata da etapa mais longa, pois durou cerca de três horas. Bergoglio, em companhia do cardeal Scola, agentes, educadores, agentes de saúde e representantes dos voluntários (dois sacerdotes, um diácono, 10 irmãs e quatro seminaristas). Eles foram recebidos pelo capelão Marco Recalcati.

Justamente no quarto que normalmente é ocupado pelo capelão, o Papa repousou durante meia hora. Não retornou ao episcopado, como é de costume, mas fez uma pequena sesta ali mesmo antes de dirigir-se ao Parque de Monza para a grande missa em rito ambrosiano. Trata-se de uma novidade absoluta que alimentou a curiosidade dos fiéis e de muitos meios de comunicação nos últimos dias.

O Papa saudou um a um os detentos que o estavam esperando, e concedeu inclusive alguns abraços. Dirigiu-lhes palavras de coragem: “Vocês são Jesus”, afirmou o Pontífice, segundo indicaram algumas testemunhas que estiveram presentes. Um rapaz e uma moça leram uma carta para contar suas histórias e a preparação para esta visita, que começou em dezembro do ano passado e que foi alimentada por aquilo que os agentes da San Vittore chamam de “Rádio Cárcere”, uma emissora interna que manteve os detentos informados sobre o que acontecia do lado de fora em vista da chegada do Bispo de Roma.

O almoço do Papa Francisco com 100 detentos aconteceu no terceiro pólo. Cada um dos pratos foi cozinhado pelos detentos, sob a direção de um chef que trabalha na San Vittore. Ao final, teve lugar a bênção dos presentes que os detentos deram ao Papa: um cachecol confeccionado no laboratório da prisão, alguns produtos artesanais, mensagens com os nomes dos detentos e de seus familiares para que o Papa possa incluí-los em suas orações. O que o Papa Bergoglio certamente não se esquecerá de fazer.

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