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Cultura católica, movimentos eclesiais, Ocidente secularizado: por um novo tempo. Artigo de Massimo Borghesi

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11 Janeiro 2023

Nos últimos anos, a Igreja, sob a orientação do papa, soube conter o refluxo de um movimento conservador que soprava fortemente do outro lado do Atlântico. Agora, precisamos dar forma à parte positiva contida na Evangelii gaudium, à centralidade do querigma e do testemunho.

A dialética entre cultura e práxis, entre movimentos e paróquias, entre Ocidente e não Ocidente revela três encruzilhadas nas quais se faz necessário um novo tempo na Igreja.

A opinião é de Massimo Borghesi, professor de Filosofia Moral na Universidade de Perugia, na Itália, e autor de Jorge Mario Bergoglio: uma biografia intelectual (Vozes, 2018).

O artigo foi publicado em Il Sussidiario, 29-12-2022. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o texto.

No dia de Natal, Riccardo Cristiano publicou um artigo no sítio Formiche no qual sintetiza uma conversa que tivemos sobre o futuro da Igreja. A convite de alguns amigos, retomo aqui alguns pontos essenciais, sobre os quais me parece importante chamar a atenção.

Como é evidente, vivemos um momento particular e dramático, em que a voz do papa ressoou fortemente nos últimos meses, ao denunciar a tragédia da guerra que oprime a Ucrânia. O vigor do pontífice, no entanto, não impediu a multiplicação de artigos e de análises que concordam em sublinhar uma fase de impasse no pontificado, quase uma espécie de declínio após anos em que o projeto de renovação da Igreja, levado adiante por Francisco, havia ressoado alto e forte.

Pode-se observar que muitas dessas análises críticas provêm justamente daqueles que, antes, se opunham ao projeto reformador do papa. De fato, não há dúvida de que o modelo proposto por Francisco na Evangelii gaudium desacelerou e, em alguns casos, redimensionou aquele movimento de reação, decididamente conservador, que caracterizou a Igreja após a queda do comunismo. Um movimento que se concentrou apenas em algumas batalhas éticas, esquecendo totalmente o binômio evangelização-promoção humana, retomado por Paulo VI na Evangelii nuntiandi de 1975. Esse movimento, depois que suas referências “imperiais” Trump e Putin caíram em desgraça, parece ser menos forte hoje. As acusações contra o papa de não ser “ortodoxo” perderam força.

Mas, justamente agora, quando o vento contra a sé de Pedro parece menos violento, sente-se a necessidade de uma nova temporada, de um “salto” como escreve Cristiano, de um “caminho que traga novamente o anúncio cristão para a atualidade, para o mundo de hoje”. Para tal fim, na síntese proposta por Cristiano, eram apresentados três pontos sobre os quais a Igreja é chamada a refletir hoje.

Formação do clero e prática pastoral

O primeiro diz respeito à dialética polar entre a formação intelectual do clero e a prática pastoral. É fato que os seminários e as universidades eclesiástico-pontifícias sofrem com a falta de uma formação adequada, de um pensamento católico capaz de enfrentar o desafio de um mundo complexo e profundamente secularizado.

Depois do abandono do modelo neoescolástico, abstrato e patentemente inadequado, a Igreja não foi capaz de oferecer uma formação intelectual adequada para uma perspectiva missionária. Depois do desaparecimento dos grandes mestres que prepararam o Concílio Vaticano II, ela não foi capaz de oferecer um “pensamento católico”.

Nas faculdades pontifícias, o biênio filosófico está descolado, separado do triênio teológico. Isso não é funcional em relação à teologia, tanto do ponto de vista histórico quanto do ponto de vista dogmático. Em muitos casos, ao privilegiar orientações tendencialmente idealistas, corre-se o risco de ser antitético em relação ao realismo exigido pelo dado revelado. Não leva em conta a prioridade da realidade sobre a ideia, que, segundo Jorge Mario Bergoglio, constitui um dos princípios fundamentais da gnoseologia.

Em todo o caso, a orientação dominante na filosofia parece ser principalmente eclética, uma mistura heterogênea de autores e de correntes. O jovem estudante, que um dia deverá ser pároco e educador, obtém muito pouco com isso, nenhuma orientação ideal clara e persuasiva.

Considerações análogas valem para o triênio teológico. Também aqui vigora, em grande medida, um substancial ecletismo, uma desatenção à perspectiva realista em favor de abordagens transcendentais pouco atentas à historicidade do Fato cristão e aos valores existenciais da fé. A falta de conexão com a filosofia se reflete, por outro lado, na pobreza de um pensamento teológico que só é capaz de se dirigir aos especialistas. A teologia, desprovida de filosofia, tornou-se afônica, não possui mais pensamento e linguagens para se dirigir aos homens e às mulheres de hoje.

Por isso, impõe-se uma reavaliação geral. O pensamento teológico que tornou possível o Vaticano II exige ser aprofundado em relação ao momento atual. Caso contrário, teremos uma prática pastoral sem fôlego ideal, um voluntarismo ético condenado a se apagar. A polaridade entre contemplação e ação, que a Igreja sempre teve presente, deve ser repensada. Por essa razão, uma reforma abrangente dos estudos eclesiásticos parece ser importante.

O papa, pela sua história, tem plena consciência do problema. Em 1976, como responsável pelo Colégio Máximo de Buenos Aires, realizou uma profunda revisão do currículo dos estudos. Como nos lembra seu biógrafo Austen Ivereigh, “ele reintroduziu o juniorado (o ensino básico de um ou dois anos em artes e disciplinas clássicas) e retomou a separação entre filosofia e teologia para substituir aquilo que, em uma carta de 1990 ao Pe. Bruno, ele havia definido como ‘a mistura de filosofia e teologia chamada currículo, em que se começava estudando Hegel’ (sic!)” (Tempo di misericordia. Vita di Jorge Mario Bergoglio, Milão, 2014, p. 166).

A distinção entre filosofia e teologia fica clara à luz da dialética polar de Romano Guardini, autor muito caro ao papa. A antropologia ganharia muito com a adoção de tal modelo.

Paróquia e movimentos

Além da reforma dos estudos, outro ponto importante para dar um passo adiante diz respeito a uma segunda polaridade a se ter em mente: aquela entre paróquia e movimentos. Francisco, pela sua história pessoal ligada à América Latina, alimentar uma predileção particular pelo modelo paroquial. Ele certamente tem ótimas razões para isso. Na América Latina, como me explicava a madre geral das Irmãs Passionistas, “as paróquias são chamadas de comunidades, e cada paróquia tem várias delas, às vezes até 80-100, e outras comunidades satélites, todas pertencentes à paróquia. Cada uma tem suas próprias lideranças, formadas por leigos que coordenam a pastoral”.

Trata-se de um quadro rico e complexo, diferente do tipicamente europeu. Aqui na Europa, a paróquia raramente apresenta características tão claramente “populares”. Muitas vezes, ela se limita a missas, batizados, casamentos, funerais. Às vezes, é cheia de vida, muitas vezes é tristemente deserta. Reúne muitos idosos, poucos jovens. Aliás, não só as paróquias. Também os movimentos, que, nos anos 1970 e 1980, constituíram uma espécie de ponta de lança eclesial, evidenciam cansaço e refluxo nos últimos anos.

O papa manifestou em várias ocasiões os limites de certas abordagens excessivamente carismáticas e comunitárias, pouco atentas à liberdade das pessoas. As advertências do papa corrigem, traçam um caminho, indicam modalidades por meio dos quais o carisma dos fundadores pode ser renovado e não repetido mecanicamente. Francisco demonstrou, assim, que ainda acredita na fecundidade e na utilidade dos movimentos para a Igreja de hoje.

Nos movimentos, a dimensão “laical” da Igreja demonstrou que pode chegar a uma autêntica maturidade, a ponto de desenvolver um testemunho cristão adulto e criativo dentro das escolas, das universidades, dos locais de trabalho. Âmbitos tradicionalmente distantes do horizonte das paróquias.

A polaridade entre paróquias e movimentos, entre a dimensão familiar da estabilidade territorial e a externa dos âmbitos de estudo e de trabalho, pode, então, ser um fator fundamental de vida para a Igreja do terceiro milênio. Para isso, a experiência dos movimentos, além de ser correta, também deve ser paterna e inteligentemente sustentada pela autoridade eclesial.

Ocidente e não Ocidente

A terceira polaridade que deve guiar a presença da Igreja hoje é entre Ocidente e não Ocidente. Em relação com a América do Sul e a África, o Ocidente apresenta uma taxa de secularização decididamente mais alta. O papa, em seus anos de pontificado e em suas viagens, privilegiou justamente por isso as periferias do mundo. Não só por uma atenção preferencial aos pobres, mas também porque as periferias se mostram decisivamente mais receptivas à mensagem cristã. Assim, o “centro” do cristianismo se deslocou para as margens.

No entanto, a lei da polaridade também vale aqui. O velho mundo parece secularizado, senil em sua fé de museu, oprimido por um passado continuamente difamado. No entanto, esse não é um bom motivo para abandoná-lo ao seu destino. Onde o desafio é maior, é lá que se mede a força ou não da atratividade cristã.

Os jovens de hoje, na Europa e nos Estados Unidos, não são em sua maioria cristãos mornos. São novos pagãos que pouco ou nada sabem sobre a fé cristã. O Ocidente tem uma longa e rica história de fé, mas ela está enterrada, escondida entre os milhares de escombros da história. Para trazê-la à tona, para mostrá-la como um tesouro precioso para a existência de hoje, são necessárias as duas condições acima indicadas: uma formação espiritual-intelectual capaz de reatualizar o passado de um modo novo e uma experiência viva da fé, pessoal e comunitária, capaz de gerar testemunhos humanamente credíveis.

Desse modo, os três pares polares que mencionamos – dialética entre cultura e prática, entre movimentos e paróquias, entre Ocidente e não Ocidente – traçam um caminho que nos permite delinear o rosto da Igreja Católica no início do novo milênio. Nos últimos anos, a Igreja, sob a orientação do papa, soube conter o refluxo de um movimento conservador que soprava fortemente do outro lado do Atlântico.

Agora, precisamos dar forma à parte positiva contida na Evangelii gaudium, à centralidade do querigma e do testemunho. O tempo dos escândalos não passou, as feridas continuam e continuarão sangrando, mas a Igreja não pode se curvar sobre suas próprias chagas. Ela deve confessar seus pecados, punir os culpados, repropor o rosto misericordioso de Cristo ao mundo de hoje. Ao secularizado, em primeiro lugar.

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