“Não existe conciliação para questão técnica”, diz Marina Silva

Ministra Marina Silva, na Comissão de Meio Ambiente (CMA). (Foto: Edilson Rodrigues | Agência Senado)

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

25 Agosto 2023

“Não existe conciliação para questão técnica”, diz Marina Silva.

A reportagem é de Daniele Bragança, publicada por ((o))eco, 23-08-2023. 

A ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, afirmou nesta quarta-feira (23) que não existe conciliação “para questões técnicas”. Ontem, a Advocacia-Geral da União (AGU) propôs a abertura de um processo de conciliação entre o Ministério de Minas e Energia e o Ministério do Meio Ambiente para tratar do licenciamento para a Petrobras perfurar um bloco na bacia do foz do Amazonas. O Ibama negou uma licença para a petrolífera em maio.

“O Ibama não dá licenças políticas, dá licenças técnicas. Ele não facilita, nem dificulta. Alguém vai ficar teimando com a Anvisa quando ela diz que um remédio é tóxico? (…) Alguns órgãos dão pareceres técnicos. Em um governo republicano, a gente olha para o que a ciência está dizendo”, disse Marina, que lembrou a negativa que o Ibama já havia dado para perfuração na mesma área, em 2018, quando o bloco ainda pertencia a uma outra empresa petrolífera.

A frase foi dita na tarde desta quarta-feira (23), durante participação de Marina em audiência pública na Comissão de Meio Ambiente do Senado. Na terça-feira (22), a Advocacia-Geral da União (AGU) tornou público um parecer feito a pedido do Ministério de Minas e Energia em que contesta a necessidade da realização da Avaliação Ambiental de Área Sedimentar (AAAS) para o licenciamento ambiental de empreendimentos de exploração e produção de petróleo.

Marina considera que essa questão não é uma controvérsia jurídica, pois, segundo ela, o Ibama nunca disse que a feitura da Avaliação Ambiental para Área Sedimentar “era condicionante”.

Ainda nesta quarta-feira, o Ministério do Meio Ambiente publicou uma nota em que afirma que a ausência da AAAS não foi determinante para a negação da licença. “O indeferimento da licença ocorreu em razão de inconsistências nas informações prestadas pela empresa, detalhadamente descritas no Parecer Técnico nº 128/2023-Coexp/CGMac/Dilic, da Diretoria de Licenciamento Ambiental do Ibama, disponível no site da autarquia”, afirmou o MMA, em nota.

Ibama negou licença em maio

Em maio, o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, acompanhou parecer técnico assinado por 10 analistas ambientais do setor de licenciamento de petróleo e gás do órgão ambiental e negou à Petrobras a licença para perfurar o bloco FZA-M-59. Segundo Rodrigo Agostinho, a estatal não conseguiu sanar pontos críticos do projeto, que apresenta “inconsistências preocupantes para a operação segura em nova fronteira exploratória de alta vulnerabilidade socioambiental”.

Leia mais