15 Janeiro 2026
Quatro textos, proferidos pelos cardeais Roche, Fernández, Baggio e Grech, que vários meios de comunicação têm antecipado nos últimos dias, e que o Katholisch agora compila em conjunto, com um critério comum: a defesa e a relevância contínua das principais linhas do pontificado de Francisco.
A reportagem é de Jesús Bastante, publicada por Religión Digital, 14-01-2026.
Quatro documentos, um para cada um dos temas inicialmente levantados pelo Papa, foram debatidos no recente consistório extraordinário de cardeais. Esses quatro textos, proferidos pelos cardeais Roche (liturgia), Fernández (Evangelii Gaudium), Baggio (reforma da Cúria) e Grech (sinodalidade), foram divulgados por diversos veículos de comunicação nos últimos dias, e agora são compilados pela Katholisch com uma abordagem unificada, compartilhando um tema comum: a defesa e a relevância contínua dos princípios orientadores do pontificado do Papa Francisco.
A apresentação mais controversa, especialmente entre os ultraconservadores, foi a do prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Arthur Roche, que enfatizou que a reforma da Igreja caminha lado a lado com a reforma litúrgica, como ocorreu no Concílio Vaticano II. Ele afirmou que a reforma litúrgica do Concílio permanece "em vigor", ressaltando que os problemas em sua implementação decorrem de "deficiências na formação dos sacerdotes". Ao mesmo tempo, Roche defendeu as restrições do Papa Francisco às missas em latim, declarando que "a unidade da Igreja não se alcança congelando a divisão", uma frase que irritou profundamente os defensores do Rito Tridentino.
Por sua vez, o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé insistiu que "o desafio lançado pela Evangelii Gaudium não pode ser enterrado", visto que o programa de ensinamentos de Francisco permanece válido e foi apoiado por Leão XIV. Na opinião de Fernández, "a Igreja deve permanecer aberta à reforma de suas práticas, estilos e organizações" para continuar servindo à evangelização no futuro.
Durante seu discurso, o Cardeal Baggio enfatizou a lógica por trás da reforma da Cúria aprovada no Praedicate Evangelium, com sua "dupla função": dependência do Papa e serviço aos bispos do mundo. Apesar das "tensões" entre essas duas funções, Baggio defendeu uma maior descentralização e a concessão de crescente poder de decisão aos bispos de cada diocese, mantendo, ao mesmo tempo, a interação com a Cúria dentro do processo sinodal de escuta e discernimento.
Por fim, o texto de Grech, ainda não divulgado, abordava — segundo fontes consultadas pela Religión Digital — a relevância duradoura da sinodalidade e a necessidade de a Igreja continuar avançando com processos de participação genuína. O próprio consistório, que Prevost anunciou que irá institucionalizar, é um bom exemplo disso.
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