13 Janeiro 2026
Parecem problemáticos os resultados do consistório (o encontro dos cardeais com o papa) realizado na quarta e quinta-feira passadas; de fato, a vastidão dos temas a serem discutidos fez aflorar, isso sim, a urgência da "sinodalidade" na Igreja Católica Romana, mas também a dificuldade da empreitada.
A informação é de Luigi Sandri publicada por L'Adige de 12-01-2026. A tradução é de Luisa Rabolini.
Dos 245 cardeais espalhados pelo mundo, 170 chegaram a Roma. Segundo o programa, eles deveriam ter discutido quatro temas: sinodalidade, missionariedade (como difundir o Evangelho), Cúria Romana e suas relações com o episcopado, liturgia.
Contudo, perceberam que, com o tempo limitado disponível, não seria possível abordar todos. Portanto, decidiu-se tratar apenas dos dois primeiros. Por sua vez, Leão XIV introduziu os trabalhos dizendo: "Estou aqui para vos ouvir". Os participantes, divididos em vinte e um pequenos grupos com base na língua, apresentaram no final as suas propostas.
O conteúdo dessas propostas, porém, não foi divulgado. E aqui, do ponto de vista da opinião pública na Igreja, começam os problemas. Por um lado, é óbvio que o Papa pode convocar livremente os cardeais para ouvi-los; mas, por outro lado, os cardeais — em grande maioria, com exceção daqueles da Cúria — são pastores de várias dioceses espalhadas pelo mundo. E, portanto, os seus fiéis não deveriam ter o direito de saber o que o seu pároco sugeriu ao pontífice? Portanto, cada bispo convocado ao Consistório deveria dialogar com "o povo de Deus" de seu território, para saber o que seu povo tem a sugerir sobre um determinado tema.
Mas nada disso aconteceu, porque os temas a serem discutidos foram divulgados no último minuto e não debatidos nas várias dioceses.
É uma tarefa muito difícil conciliar harmoniosamente a confidencialidade do diálogo pessoal papa-cardeais com a discussão franca nas dioceses, com seus próprios pastores, sobre as indicações que eles deveriam sugerir ao pontífice. E, no entanto, é exatamente isso que deveria ser feito para implementar a sinodalidade, ou seja, a corresponsabilidade também nas Igrejas locais e em sua relação de comunhão com o Bispo de Roma.
Mais ainda: o Consistório, sendo hoje composto apenas por homens, exclui a priori as mulheres, embora sejam a maioria dos fiéis. E então? Essa contradição não pode mais ser escondida. Para resolvê-la, alguns propõem — e já foi proposto na última assembleia do Sínodo dos Bispos, em 2024! — incluir algumas mulheres nos Sínodos. Mas se elas continuam excluídas dos ministérios ordenados, o problema da "disparidade" na Igreja acabará por emergir com toda a sua força disruptiva.
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