Em vez de aumentar, ajuda a Gaza cai para metade, diz ONU

Foto: UNRWA | Ashraf Amra

Mais Lidos

  • “Meu pai espiritual, Santo Agostinho": o Papa Leão XIV, um ano depois. Artigo de Carlos Eduardo Sell

    LER MAIS
  • A mineração de terras raras tem o potencial de ampliar a perda da cobertura vegetal nas áreas mineradas, além de aumentar a poluição por metais tóxicos e elementos químicos radioativos que são encontrados associados às terras raras, afirma o pesquisador da UFRGS

    Exploração de terras raras no RS: projeto põe recursos naturais em risco e viabiliza catástrofes. Entrevista especial com Joel Henrique Ellwanger

    LER MAIS
  • EUA e Irã: perto de um acordo? O que se sabe sobre as negociações nos bastidores para pôr fim à guerra?

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

29 Fevereiro 2024

Perante o agravamento das necessidades de todo o tipo, que afeta a população de Gaza, e de um número crescente de habitantes que já não têm o que comer, a ajuda que entrou naquele território palestino caiu para metade relativamente a janeiro, segundo garante a agência da ONU que ali presta ajuda aos refugiados (UNRWA).

A reportagem é publicada por 7Margens, 27-02-2024.

“A ajuda deveria aumentar e não diminuir” para satisfazer as enormes necessidades dos dois milhões de habitantes da Faixa de Gaza, que vivem em condições de desespero, afirmou na rede social X o comissário-geral da organização, Philippe Lazzarini.

Este responsável atribuiu a redução à insegurança decorrente das operações militares das tropas israelitas invasoras, que levaram ao colapso da ordem civil, mas também à falta de vontade política para fazer entrar ajuda em segurança.

Escrevendo na mesma plataforma no último domingo, Lazzarini disse que, apesar de ter alertado, com outras agências das Nações Unidas, para a situação de fome iminente e de ter apelado ao acesso humanitário regular, já desde o dia 23 que não entrava no território qualquer ajuda. “Os nossos apelos foram negados e depararam com ouvidos surdos”, denunciou.

De resto, ao longo de fevereiro o número de caminhões com ajuda que conseguiram autorização não atingiram a centena. “Às vezes, a UNRWA teve de interromper temporariamente o descarregamento dos fornecimentos devido a questões de segurança (…) severamente afetada devido à morte recente de vários policiais palestinos em ataques aéreos israelenses”, acrescentou.

Entretanto, continua latente a ameaça de uma ofensiva em larga escala das tropas israelenses sobre Rafah, onde se calcula que estejam abrigados cerca de um milhão e meio de pessoas. Ao mesmo tempo, as operações terrestres e os combates intensos continuam em toda a Faixa de Gaza, particularmente em Deir al Balah e Khan Younis, segundo informações da agência da ONU.

Mais de dois milhões de pessoas enfrentam crises ou níveis piores de insegurança alimentar, de acordo com o gabinete de assuntos humanitários da ONU. Enquanto isso, apenas uma das três condutas de água de Israel está operacional, mas com menos de metade da capacidade. Para piorar a situação, 83% dos poços de águas subterrâneas estão inoperantes, tal como a totalidade dos sistemas de tratamento de águas residuais. Na região norte de Gaza, “não há acesso a água potável”.

Leia mais