Com fim do ultimato à população de Gaza, MSF pede a autoridades israelenses que mostrem humanidade

Em meio a instalações superlotadas, a MSF realiza cirurgias, doa suprimentos em Gaza em meio a instalações superlotadas em Gaza. (Foto: Divulgação | Médicos Sem Fronteiras)

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17 Outubro 2023

Pessoas presas na Faixa de Gaza têm acesso precário à água e estão expostas a bombardeios em todo o território.

A informação é da Assessoria de Imprensa da Médicos Sem Fronteiras (MSF), 14-10-2023. 

Apesar das afirmações israelenses sugerindo que há áreas seguras para a população presa na Faixa de Gaza, as pessoas estão expostas a bombardeios em todo o território, inclusive no sul, para onde dezenas de milhares fugiram após o ultimato imposto por Israel. Como o exército israelense tem bombardeado a Faixa de Gaza sem interrupções por uma semana, estamos pedindo que a humanidade mais elementar seja demonstrada.

A ordem para que quase 1,1 milhão de pessoas se deslocassem em poucas horas para uma área já superpovoada e com acesso precário a alimentos, água e saúde é tão absurda quanto intolerável. Nossas equipes estão observando que a água potável está se tornando escassa no sul da Faixa de Gaza e a dificuldade de obtê-la está aumentando o sofrimento da população. Médicos Sem Fronteiras (MSF) pede urgentemente a restauração do acesso suficiente e imediato à água potável para a população da Faixa de Gaza.

O corredor humanitário decretado neste sábado (14/10) pelas autoridades israelenses no norte de Gaza e que permaneceu aberto por algumas horas acaba de expirar. Estamos extremamente preocupados com o destino daqueles que não poderão se mover, como os feridos, as pessoas que estão doentes e a equipe médica.  Diante das declarações feitas pelas autoridades militares israelenses, tememos que essas pessoas sejam aniquiladas.

MSF está pedindo que haja zonas seguras no norte de Gaza e que sejam estabelecidos cessar-fogos regulares. Também pedimos que as pessoas tenham a possibilidade de fugir pela passagem de Rafah, sem prejuízo de seu direito de retorno. MSF solicitou que seus profissionais palestinos que desejam sair possam ser evacuados.

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