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“A violência contra as mulheres possui uma grande diversidade de formas na sociedade contemporânea. Algumas delas são a violência física, a sexual e a psicológica. Mas a forma mais extrema de violência contra as mulheres é o femicídio ou o assassinato misógino”, afirma Montserrat Sagot, professora na Universidade da Costa Rica, em entrevista publicada nesta edição da IHU On-Line.Por sua vez, Stela Soares de Farias Cavalcanti, promotora de Justiça de Alagoas, constata que “a Lei Maria da Penha foi a primeira legislação brasileira a reconhecer a violência doméstica como violação dos direitos humanos, no art. 6º, e não poderia ser diferente, em razão dos altos índices de ocorrência deste crime no Brasil, um a cada 15 segundos”.

A presente edição, inspirada pelo Dia Internacional da Mulher, discute a evolução do movimento feminista, evidenciando um novo tipo de ser mulher que aponta, ao mesmo tempo, para modelos alternativos de masculinidade. Assim entrevistamos pesquisadoras e pesquisadores, como o sociólogo francês Alain Touraine, autor do livro Le Monde des Femmes. Touraine fala sobre a “sociedade de mulheres”, onde “o tema da sexualidade ocupa o lugar central, que era antes, na sociedade industrial, o trabalho”. O desafio é “compreender por que as mulheres estão na origem da nova sociedade e da nova cultura que se forma sob nossos olhos”. Segundo Touraine, “foram as mulheres que inventaram uma sociedade situada além da separação dos homens e das mulheres”.

A discussão sobre gênero, sexualidade e identidade se intensificou no final do século 20. Em conexão a esses temas cada vez mais em voga, há uma questão que merece destaque por evidenciar a vulnerabilidade das pessoas envolvidas: a violência que decorre do gênero. A esse assunto a revista IHU On-Line dedica esta edição. Quando se fala em gênero e violência, a associação imediata é a mulher como vítima e o homem como agressor, em razão da histórica opressão que elas sofrem. Há também outros segmentos que se apresentam sob risco a diversas formas de preconceito e de desrespeito à diversidade, por exemplo, pessoas LGBTs.