O Papa Francisco e as patentes das vacinas. “A lei do mercado não deve prevalecer sobre a lei do amor. As esperanças devem ser compartilhadas”

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10 Mai 2021

 

“Um espírito de justiça nos mobiliza para garantir o acesso universal à vacina e a suspensão temporária dos direitos de propriedade intelectual”. O Papa Francisco intervém no debate sobre a liberalização das patentes das vacinas anti Covid, posicionando-se decididamente a favor em nome de “um espírito de comunhão que nos permite gerar um modelo econômico diferente, mais inclusivo, justo e sustentável”. Na mensagem de vídeo enviada aos participantes do Vax Live: The Concert To Reunite The World, o show beneficente organizado pela Global Citizen para apoiar a distribuição global equitativa de vacinas, Bergoglio reitera que “estamos vivendo uma crise”. E acrescenta: “A pandemia coloca todos nós em crise, mas não esqueçamos que não saímos iguais de uma crise, ou saímos melhor ou pior. O problema é ter a inventividade para encontrar modos melhores”.

A reportagem é de Francesco Antonio Grana, publicada por Il Fatto Quotidiano, 07-05-2021. A tradução é de Luisa Rabolini.

O Papa, que no início da vídeo-mensagem brinca consigo mesmo dizendo ser um “idoso que não dança e não canta”, afirma acreditar “que a injustiça e o mal não são invencíveis. O coronavírus tem causado morte e sofrimento, atingindo a vida de todos, principalmente dos mais vulneráveis. Não se esqueçam dos mais vulneráveis. Não se esqueçam dos últimos. Além disso, a pandemia tem contribuído para agravar as crises sociais e ambientais existentes”. Para Bergoglio “diante de tanta obscuridade e incerteza, são necessárias luz e a esperança. Precisamos de percursos de cura e salvação. E quero dizer uma cura das raízes, que cura a causa do mal e não fica apenas nos sintomas. Nessas raízes doentes encontramos o vírus do individualismo, que não nos torna mais livres, nem mais iguais ou mais irmãos, mas antes nos torna indiferentes ao sofrimento dos outros. E uma variante desse vírus é o nacionalismo fechado, que impede, por exemplo, um internacionalismo das vacinas”.

Francisco também destaca que “outra variante é quando colocamos as leis do mercado ou da propriedade intelectual diante das leis do amor e da saúde da humanidade. Outra variante é quando criamos e promovemos uma economia doente, que permite a poucos muito ricos possuir mais do que o resto da humanidade, e modelos de produção e consumo que destroem o planeta, a nossa casa comum”. O Papa está convencido de que “toda injustiça social, toda marginalização de quem está na pobreza ou na miséria afeta também o meio ambiente. Natureza e pessoa estão unidas. Daí a oração pelo “dom de uma nova fraternidade, uma solidariedade universal, para que possamos reconhecer o bem e a beleza que semeou em cada um de nós, para reforçar os vínculos de unidade, de projetos comuns, de esperanças compartilhadas”.

 

 

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