Leão segue Bergoglio em relação aos movimentos populares

Foto: Vatican Media

Mais Lidos

  • Guerra contra o Irã: o “início do fim do governo” de Trump

    LER MAIS
  • Regret Nothing: a fotografia de um masculinismo capturado. Artigo de Jacqueline Muniz

    LER MAIS
  • Ao transformar a Palestina em um experimento de aniquilação sem consequências, EUA e Israel desenham o futuro da realidade: um mundo onde a força bruta substitui as leis e a sobrevivência humana está sob risco absoluto, salienta o jornalista

    Gaza: o laboratório da barbárie do Ocidente em queda aponta para o futuro da humanidade. Entrevista especial com Raúl Zibechi

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

27 Outubro 2025

Para entender a importância do discurso do Papa Leão XIV aos movimentos populares, recebidos em audiência em 23 de outubro, basta olhar para o L'Osservatore Romano de ontem. Manchete da capa: "Terra, casa e trabalho são direitos sagrados.

A informação é de Stefano Cannavò, publicada por il Fatto Quotidiano, 25-10-2025. A tradução é de Luisa Rabolini

Vale a pena lutar por eles." Também em destaque a poderosa declaração que Robert Prevost fez aos cerca de 200 delegados vindos de 26 países diferentes que o escutavam alegres: "Quero que vocês me ouçam dizer: Contem comigo! Estou com vocês!'" As duas primeiras páginas do jornal da Santa Sé reproduziram na íntegra o discurso do Papa (como costuma acontecer) particularmente longo. Mas também é digno de nota o "histórico" encontro com o Rei Charles, também chefe da Igreja Anglicana, publicado mais adiante, na página 6. Embora alguns comentaristas (o vaticanista do Il Foglio, por exemplo) convidem a não superestimar a importância desse discurso e daquele encontro, alguns, mesmo entre os membros dos movimentos populares, admitem que há alguns meses não esperavam tamanho destaque da Santa Sé.

O encontro internacional de movimentos populares, agora em seu quinto ano, foi uma ideia do Papa Francisco, tipicamente enraizada em seu magistério, capaz de abordar as desigualdades sociais e posicionar a Igreja o mais claramente possível ao lado dos pobres contra o poder excessivo dos poderosos. Leão XIV decidiu, sem ambiguidade, seguir a mesma linha. E o fez sabendo que estava lidando com grupos altamente conflituosos, como os Sem Terra brasileiros de orientação marxista, e lembrando a todos que "a bandeira da terra, da casa e do trabalho" foi levada ao Vaticano, "caminhando juntos a partir de um centro social – o Spin Time", um prédio ocupado. Prevost reiterou a mensagem de que a Igreja está com esse segmento da sociedade e que a centralidade de Cristo também serve para dar força às rerum novarum, as coisas novas entre as quais "está a ação desses movimentos".

Leia mais