Venezuela. Cinco bispos e um dossiê por trás da virada da Santa Sé

Revista ihu on-line

Diálogo interconvicções. A multiplicidade no pano da vida

Edição: 546

Leia mais

Cultura Pop. Na dobra do óbvio, a emergência de um mundo complexo

Edição: 545

Leia mais

Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

Edição: 544

Leia mais

Mais Lidos

  • O fenômeno dos padres fisiculturistas e estrelas das redes sociais

    LER MAIS
  • “O Papa me disse: Deus ama os filhos homossexuais como eles são”

    LER MAIS
  • Francisco para os pais e mães de homossexuais: “A Igreja ama os vossos filhos do jeito que eles são, porque são filhos de Deus”

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


07 Agosto 2017

Violência disseminada, dezenas de mortes, a suspeita de fraude. As notícias que chegam de Caracas nesses últimos dias ao Vaticano levaram a Santa Sé a entrar em campo e solicitar a suspensão da nova Assembleia Constituinte que, segundo os bispos do país, “ao invés de promover a reconciliação e a paz, fomenta um clima de tensão e de confronto e compromete o futuro". "É ilegal porque não foi convocada pelo povo", afirmou recentemente, o Cardeal Jorge Urosa Savino, arcebispo da capital e presidente honorário da Conferência Episcopal da Venezuela.

A reportagem é de Paolo Rodari, publicada por Repubblica, 05-08-2017. A tradução é de Luisa Rabolini.

Urosa Savino e outros cinco bispos do país foram recebidos no dia 9 de junho pelo Papa no Vaticano quando entregaram um dossiê sobre as pessoas mortas durante os protestos de rua contra o governo e as informações sobre a crise humanitária no país. São eles que em Caracas foram guindo os passos do Secretário de Estado até chegar à declaração de ontem. A diplomacia do Vaticano, que tem no cardeal Pietro Parolin seu maior expoente, nunca age com fins políticos, mas para "o bem daquela população", como destacou recentemente o próprio Parolin, que foi núncio em Caracas por vários anos. Várias vezes o cardeal fez questão de ressaltar a equidistância da Santa Sé em relação a Maduro, assim como da oposição. O cardeal Urosa Savino declarou de novo, recentemente, que a Igreja na Venezuela "não está do lado da oposição, mas apoia a maioria do nosso povo", que "quer uma mudança de governo" e "quer fazê-lo de forma pacífica".

Claro, Maduro teve nos últimos meses a possibilidade de uma linha direta com o Papa. Em abril de 2016 foi recebido por Francisco em uma audiência não agendada. O Papa ouviu o presidente venezuelano, preocupado com o bem de todos, sem distinção, e chamando cada um para suas próprias responsabilidades. Já em 2016 sua representação diplomática tinha sentado como agente facilitador, em conjunto com a União da Nações da América do Sul (Unasul), à mesa de mediação entre o governo e a oposição, primeiro com a núncio apostólico na Argentina, monsenhor Emil Paul Tscherrig, e depois com o Arcebispo Claudio Maria Celli, diplomata de longa data. Mas a tentativa, como explicou o próprio Francisco no vôo de volta do Egito, "não produziu resultados, porque as propostas não eram aceitas ou eram diluídas".

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Venezuela. Cinco bispos e um dossiê por trás da virada da Santa Sé - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV