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20 Janeiro 2017

Um gesto diplomático claro. O enviado especial do Vaticano na Venezuela, Claudio Maria Celli, para a mesa-redonda entre o governo e a oposição, optou por desistir de sua visita ao país sul-americano nos próximos dias. Além disso, ainda que a Santa Sé ainda não tenha cancelado definitivamente sua participação na busca por uma resposta pacífica para a brutal crise política e social no país, está cada vez mais distante a possibilidade de encontrar uma saída.

A reportagem é de Andrés Beltramo Álvarez, publicada por Vatican Insider, 19-01-2017. A tradução é de Henrique Denis Lucas.

Em uma carta enviada pelo núncio apostólico em Caracas, Aldo Giordano, para a coalizão de oposição Mesa da Unidade Democrática (MUD), foi anunciado que o ex-presidente do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais "não participará das reuniões que provavelmente acontecerão nesses próximos dias".

O texto da carta, divulgada na Venezuela e também em Roma pelo blogue especializado em assuntos do Vaticano, "Il Sismógrafo", acrescentou que a Santa Sé designou o próprio Giordano como seu representante para "eventuais encontros" que poderiam ocorrer na sequência dessa reunião, que desde dezembro foi declarada como em "fase de revisão" por conta do descumprimento de acordos entre ambas as partes.

Celli foi nomeado pelo Papa Francisco para garantir as negociações entre o governo do presidente Nicolás Maduro e a MUD, com o objetivo de aplacar a crise política e econômica que afeta o país. Os dois primeiros encontros para o diálogo ocorreram em 30 de Outubro e 6 de Dezembro, em meio a um clima de desconfiança mútua e com críticas de diversos líderes opositores emblemáticos, incluindo o ex-candidato presidencial Henrique Capriles.

Frente ao pouco avanço nas negociações após o primeiro encontro, o Secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin, escreveu uma carta para todos os envolvidos.
Esse documento, datado de 1º de dezembro, esclareceu as condições do Vaticano para continuar com a sua mediação, solicitada formalmente tanto pelo governo, quanto pela oposição.  

O texto incluía quatro requisitos completos: "aplicação urgente de medidas para aliviar a grave crise de abastecimento de alimentos e medicamentos"; que "ambas as partes cheguem em um acordo sobre o calendário eleitoral que permita os venezuelanos decidir, sem demora, o seu futuro"; que se restabeleça "o quanto antes" o papel constitucional da Assembleia Nacional (que está nas mãos da oposição) e que "sejam aplicados instrumentos para acelerar o processo de libertação dos prisioneiros" (presos políticos).

O documento solicitou explicitamente que na segunda reunião, prevista para 6 de dezembro, seriam apresentadas propostas concretas para avançar em pelo menos três dessas solicitações. E ainda que a carta fosse reservada, concluiu advertindo os destinatários que o Vaticano se reservava o direito de torná-la pública, caso fosse necessário. Finalmente o seu conteúdo vazou para a mídia.

Em resposta à carta de Giordano, publicada hoje, o secretário da coalizão MUD, Jesús Torrealba, respondeu com outra carta na qual agradeceu a participação de Celli na mesa-redonda e qualificou como "compreensíveis" as razões que levaram a Santa Sé "a não enviar (seu delegado), nas atuais circunstâncias".

"Na diplomacia, a ausência pode ser uma forma de exercer presença, e o silêncio pode se tornar o mais eloquente discurso. Esperamos que este gesto significativo do Papa Francisco faça refletir àqueles que fazem parte do governo nacional, que fizeram o mecanismo de diálogo entrar em colapso com o seu sistemático descumprimento dos acordos, orientando-os a voltar atrás com a escalada da repressão e acentuada intolerância desencadeada pelas autoridades nas últimas semanas, com as já conhecidas consequências de novas prisões políticas e outras agressões igualmente inaceitáveis", apontou ele.

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