“Temo pela estabilidade institucional da Argentina”, diz Mujica sobre vitória de Macri

Revista ihu on-line

Junho de 2013 – Cinco Anos depois.Demanda de uma radicalização democrática nunca realizada

Edição: 524

Leia mais

A esquerda e a reinvenção da política. Um debate

Edição: 523

Leia mais

A virada profética de Francisco – Uma “Igreja em saída” e os desafios do mundo contemporâneo

Edição: 522

Leia mais

Mais Lidos

  • Papa prepara mudanças drásticas no Vaticano em busca de reformas internas e transparência

    LER MAIS
  • Um céu cheio de mexicanos expulsos dos Estados Unidos

    LER MAIS
  • 'Rezar, evangelizar, servir juntos, isto é possível e agradável a Deus'. A oração ecumênica de Francisco em Genebra

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

26 Novembro 2015

O ex-presidente do Uruguai José Mujica expressou, em seu programa de rádio M-24 desta quarta-feira (25), seus “temores” com relação ao resultado das eleições argentinas que, em segundo turno inédito, acabaram com a vitória do opositor Mauricio Macri como o novo presidente.

A reportagem foi publicada por Opera Mundi, 25-11-2015.

“Que a Argentina vá o melhor possível. Este desejo não seria sincero se eu não apontasse provisoriamente meus temores. E esses temores têm a ver com a estabilidade institucional da Argentina num desenho político que não é fácil, não é simples”, afirmou o líder uruguaio durante o programa.

Na terça-feira (24), Mujica já havia comentado sobre o resultado das eleições argentinas durante seu discurso de inauguração do 10º Fórum Anual do Progressismo no Chile. Na ocasião, ele reprovou, inclusive, a intenção de Macri de invocar a cláusula democrática contra a Venezuela, anunciada em sua primeira conferência de imprensa, na segunda (23).

“É muito fácil criticar a Venezuela, mas há muitos lugares para criticar. Mataram quatro prefeitos em Assunção, no Paraguai, o país ali do lado”, sustentou.

De acordo com o recém-eleito presidente argentino, Maduro estaria violando a liberdade de expressão e perseguindo opositores. Por sua vez, o partido governista venezuelano, o PSUV, repudiou o discurso de Macri, classificando-o como “uma lástima” e um “ato de ingerência interna”.

Após a vitória da oposição que encerrou os 12 anos de governos kirchneristas, os movimentos sociais e correntes políticas que apoiaram a Frente para a Vitória, do candidato derrotado Daniel Scioli, começam a planejar a reorganização e as estratégias futuras para “impedir um retrocesso” nas políticas sociais e de direitos humanos no país.

Na noite de domingo (22), Macri (Cambiemos) foi o vencedor de uma das eleições mais acirradas dos últimos anos na Argentina, com 51,40% dos votos, contra 48,60% do seu adversário, Scioli. Em declarações recentes, o candidato apoiado pela atual mandatária, Cristina Kirchner, disse que agora é preciso as expectativas de mudanças propostas pelo seu rival devem ser traduzidas em ações concretas.

Macri terá adiante o desafio de gerenciar um Congresso no qual a Frente para a Vitória ainda detém maioria e um país que tem a maioria de suas províncias controlada por governos peronistas – embora a mais importante delas, a de Buenos Aires, seja agora controlada também pelo Cambiemos, com Maria Eugénia Vidal.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

“Temo pela estabilidade institucional da Argentina”, diz Mujica sobre vitória de Macri - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV