Juan José Omella, novo arcebispo de Barcelona, com o selo inconfundível do Papa Francisco

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Por: André | 09 Novembro 2015

A nomeação de Juan José Omella (foto) como novo arcebispo de Barcelona surpreendeu, embora sua designação já fosse oficiosa há pelo menos 15 dias. O segredo pontifício em tempos do poder da comunicação, neste caso, também sucumbiu, algo com que já vamos nos acostumando. Esta nomeação não parece politicamente correta. Em plena crise social, política e institucional entre a Catalunha e o Estado espanhol, os setores de horizonte separatista apostavam em um bispo catalão, ao passo que os setores que se situam na unidade da Espanha veem com bons olhos alguém que esteja do seu lado, segundo estes.

 
Fonte: http://bit.ly/1L1NcwW  

A reportagem é de Peio Sánchez e publicada por Religión Digital, 06-11-2015. A tradução é de André Langer.

Como é justo dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus, provavelmente os de um lado e de outro vão se surpreender com suas expectativas. O envio de Juan José Omella a Barcelona deve ser entendido no contexto do momento eclesial e da aposta do Papa Francisco em uma Igreja em saída autenticamente missionária a serviço dos pobres com o Evangelho na mão.

A opção do Papa é por um bispo que tem uma longa trajetória de sintonia com o espírito franciscano. Ele não é um teólogo forjado na academia, tampouco um canonista experimentado em regular a comunhão. Em sua trajetória também não era possível vislumbrar o encargo da Igreja de uma cidade grande em um momento complexo como este vivido pela sociedade catalã.

Suas dedicações preferenciais foram a proximidade das pessoas, o estilo de pastor que sente paixão pela Palavra dita do coração, como testemunham suas homilias, a dedicação ministerial aos mais pobres, como demonstra sua trajetória de missionário no Zaire, o fato de ser consiliário geral da Manos Unidas e sua presença na comissão de pastoral desde a sua ordenação como bispo, em 1996, até hoje, da qual é seu presidente, e a partir da qual manteve uma relação constante com a Caritas, também internacionalmente.

É verdade que, em geral, a Igreja de Barcelona teria gostado de um pastor catalão, mas também é verdade que é uma Igreja comprometida com as propostas e os caminhos abertos neste momento pelo Papa Francisco. Isto fará com que seja um bispo bem recebido e pouco a pouco querido. Além disso, Barcelona tem em sua história e em seu momento atual uma forte dimensão católico-universal, ao mesmo tempo que uma forte conexão com a identidade catalã. Neste sentido, é preciso recordar o que significa a presença do novo arcebispo como membro da Congregação para os Bispos, lugar chave da reforma. O que, certamente, será de quanta valia neste momento, quando construir pontes é tão necessário.

O fato de vir de fora da Conferência Episcopal Tarraconense impõe-lhe o desafio de mergulhar na realidade do país, questão nada simples. Vir de uma diocese como Calahorra e La Calzada-Logroño é passar de uma Igreja de proximidade e cercania para uma Igreja muito mais complexa, com uma realidade de secularidade de longa data e com componentes políticos, institucionais e sociais de grande alcance. Embora, às vezes, vir de longe ajuda a ganhar em liberdade e coragem para enfrentar os desafios, e sua trajetória de pastoral social o faz ser bem-vindo em um momento em que a pobreza e a desigualdade acendem sinais de alerta.

Os 11 longos anos de episcopado do cardeal Martínez Sistach deixam uma Igreja reforçada na comunhão, institucionalmente ordenada, com uma presença social discreta, mas apreciada e com possibilidades de levar adiante a Evangelii Gaudium. Embora também uma Igreja minoritária com necessidade de mudanças nas pessoas e estruturas pastorais para aproximar-se das gerações de famílias jovens e de seus filhos, uma geração quase ausente neste momento da vida eclesial.

Na esteira do Papa Francisco, pedirá que rezemos por ele. Vai precisar.

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