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Por: Jonas | 05 Novembro 2015

O Papa teria alertado em uma conversa privada, registrada ilegalmente, que as finanças do Vaticano estavam “fora de controles”, segundo antecipam os livros – publicados pelo jornal italiano ‘La Repubblica’ – que supostamente contêm os vazamentos de documentos reservados do Vaticano, roubados pelo sacerdote espanhol Lucio Vallejo Balda e a leiga italiana Francesca Chaouqui.

A reportagem é publicada por Religión Digital, 03-09-2015. A tradução é do Cepat.

Os livros ‘Via Crucis’, escrito por Gianluigi Nuzzi, e ‘Avarizia’, do jornalista italiano Emiliano Fittipaldi, serão publicados nesta quinta-feira e seus autores afirmam que além de incluir a documentação reservada do Vaticano, divulgarão as conversas privadas que o Papa teria estabelecido com seus assistentes, durante reuniões na Residência Santa Marta, e que teriam sido registradas ilegalmente.

“Se não podemos cuidar do dinheiro, que se vê, como poderemos cuidar das almas dos fiéis, que não se vê?”, teria dito em outra ocasião o Pontífice argentino, segundo as gravações que os jornalistas dizem ter em mãos.

O mau uso e esbanjamento de dinheiro da caridade ou da gestão de bens imóveis são algumas das práticas econômicas vaticanas que hoje começaram a se tornar conhecidas, a partir das prisões do sacerdote espanhol Lucio Ángel Vallejo Balda e da italiana Francesca Chaouqui.

O vazamento desses documentos acarretou, no último final de semana, as detenções de Vallejo Balda e da italiana Chaouqui, sendo que o primeiro permanece preso no Vaticano.

Em um artigo publicado hoje, pelo jornal La Repubblica, e em várias entrevistas, Fittipaldi explica como, em 2010, a maior parte do dinheiro arrecadado com o Óbolo de São Pedro, a instituição que administra as obras de caridade do Papa, foi destinada a “gastos ordinários e extraordinários de dicastérios e instituições da Cúria Romana” e não aos mais necessitados.

“O fundo para as obras missionárias contava com 139.000 euros, fruto de doações, mas, nos últimos dois anos, entregou apenas 17.000 euros às missões”, escreve o autor.

Fittipaldi rebateu, em uma entrevista ao jornal italiano ‘La Repubblica’ as críticas da Santa Sé, que qualificaram sua obra como geradora de “confusão e interpretações parciais e tendenciosas”. “Por meio de documentos inéditos e uma pesquisa minuciosa, detalho a riqueza do Vaticano, uma série de escândalos financeiros da Santa Sé que nunca foram explicados e o uso pouco ético do dinheiro por parte de alguns monsenhores”, declarou o autor de ‘Avarizia’.

O jornalista do semanal L’Espresso, que afirma ter tido acesso a centenas de fontes e que criticou a prisão das duas pessoas, por parte do Vaticano, também explica como das contas da Fundação Bambino Gesù, criada para ajudar o hospital pediátrico que é administrado pelo Vaticano, saíram os fundos para reformar o ático do ex-secretário de Estado Tarciso Bertone, após sua aposentadoria.

Outra informação do livro ‘Avarizia’ fala sobre como no IOR, o banco do Vaticano, ainda existem dezenas de contas correntes “suspeitas”.

Também revela como o patrimônio imobiliário do Vaticano, só em Roma, chega a cerca de 5.000 bens, entre casas e salões, mas “nem eles próprios sabem quantos são”, em razão da ausência de registros e como muitos são alugados por poucos euros.

Todos estes dados foram conferidos por auditoras como Ernst & Young e PricewaterhouseCoopers, encarregadas por Francisco em elaborar relatórios sobre as finanças do Vaticano, aos quais tinham acesso os membros da Comissão investigadora dos organismos econômicos e administrativos da Santa Sé (COSEA), da qual faziam parte Chaouqui e Vallejo Balda, afirma o autor.

Por sua parte, Nuzzi, o jornalista que através do livro ‘Sua Santidade: as cartas secretas de Bento XVI’ divulgou o escândalo ‘Valileaks’, que acarretou no vazamento dos documentos do papa Bento XVI e na prisão e condenação de seu mordomo, Paolo Gabrielli, anuncia que publicará gravações de conversas privadas do papa Francisco.

“Se não sabemos cuidar do dinheiro que se vê, como vamos cuidar das almas dos fiéis, que não se vê” ou “Os gastos estão fora de controle. Há artifícios...”, são algumas das frases atribuídas a Francisco, que contam com gravações, segundo o terceiro livro de Nuzzi sobre o Vaticano.

Quem vazou estas gravações e com qual objetivo é o que agora terá que continuar investigando o procurador do Vaticano, Gian Piero Milano.

O livro de Fittipaldi começa com a descrição de um almoço com dois monsenhores, no qual lhe contam todas estas coisas, e os meios de comunicação italianos já comentam que não se pode descartar que haverá mais prisões.

No momento, os dois detidos são o sacerdote espanhol e a ex-relações públicas que acusou, em uma entrevista publicada hoje no jornal “La Stampa”, Vallejo de ser quem divulgou a informação confidencial.

A ex-conselheira da COSEA está em liberdade por ter colaborado, mas fica à disposição do promotor Milano, já o sacerdote espanhol ainda se encontra preso.

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