Sínodo. No relatório final não estão todas as respostas

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Por: Jonas | 26 Outubro 2015

O Sínodo sobre a Família está se preparando para a votação, no próximo sábado à tarde, do relatório final que uma comissão redigiu resumindo as emendas ao texto base (o “Instrumentum laboris”), elaboradas durante as três semanas de trabalho dos grupos de trabalho conhecidos como os círculos menores. Este relatório será entregue aos padres sinodais, hoje, e, após a discussão de amanhã pela manhã, a mesma comissão se encarregará de terminá-la. Na “Relatio synodi”, dirigida “não ao mundo”, mas, sim, ao Papa, a comissão procurou apresentar “todas as perguntas” que surgiram na assembleia, mas sem identificar “todas as respostas”, antecipou, durante a coletiva de imprensa de hoje, 22 de outubro, o cardeal Oswald Gracias, arcebispo de Bombay, presidente da Conferência Episcopal da Índia e membro da comissão das dez pessoas que redigiram o texto final. Gracias garantiu, por uma parte, que “não muda a doutrina”, mas, por outra, que o Sínodo não se limitará a “repetir” a “Familiaris Consortio”, publicada por João Paulo II, em 1981.

 
Fonte: http://goo.gl/4Pa6l4  

A reportagem é de Iacopo Scaramuzzi, publicada por Vatican Insider, 22-10-2015. A tradução é do Cepat.

Gracias expôs o trabalho de redação do relatório final e explicou que as entre sete e oito mil mudanças (“modos”) que os círculos menores enviaram à comissão foram examinadas e selecionadas. Ao final, nasceu um documento de uma centena de parágrafos. Devido à falta de tempo disponível, a comissão se dividiu em certo ponto em três grupos. O trabalho, em seguida, foi entregue a um grupo multilíngue da Secretaria do Sínodo, que redigiu um texto, e a comissão o examinou para depois aprová-lo por unanimidade. Esse texto será entregue, na reunião plenária de hoje à tarde, aos padres sinodais. Após uma introdução do cardeal secretário do Sínodo, Lorenzo Baldisseri, e de uma breve exposição do cardeal relator Peter Erdö, os padres sinodais poderão lê-lo, nesta tarde, e o rascunho será discutido durante a reunião de amanhã, sexta-feira, 23 de outubro, pela manhã. A comissão, para concluir, fará as últimas mudanças que surgirem amanhã. No sábado, o texto será votado “parágrafo por parágrafo”, e, previsivelmente, também haverá um voto final sobre o texto em seu conjunto.

Para chegar ao rascunho final, a comissão seguiu os critérios de eliminar as repetições, seguindo as orientações da assembleia (“o cérebro da casa”, disse o purpurado hindu, em inglês), escrevendo um texto que “não se dirige ao mundo”, uma vez que, se a assembleia confirmar a proposta que surgiu em três grupos de trabalho, poderá ser acompanhado por um preâmbulo com essa indicação. O cardeal Gracias não antecipou o conteúdo do documento, nem entrou nas particularidades de algumas questões controvertidas, como a comunhão aos divorciados em segunda união. “Não mexemos na doutrina. Este Sínodo não mexe com a doutrina; o texto fará direções gerais, não entra em pontos muito específicos; daremos o documento ao Papa, esperando que ele nos dê as linhas mestres depois” sobre os diferentes temas enfrentados pela Assembleia.

O relatório final será um texto que “não tem todas as respostas, mas, sim, todas as perguntas” debatidas, e tratará de apresentar “direções pastorais aceitáveis para todos”, e “espero que seja aceito” na votação do próximo sábado. O que é certo é que nas discussões surgiram “opiniões diferentes”; sobre algumas questões ainda “estamos investigando”, e sobre uma questão como a comunhão aos divorciados em segunda união, sobre a qual, por exemplo, o grupo de língua alemã destacou a centralidade do “foro interior”, trata-se de soluções possíveis, que ainda devem ser estudadas e aprofundadas a partir de diferentes pontos de vista. O Sínodo, em geral, é uma bela “experiência na qual cada um respeita as ideias dos demais, todos querem ajudar as famílias. Dito francamente, nós não temos uma solução para tudo, mas conversamos sobre os problemas que devem ser enfrentados e estudados, e estou certo de que encontraremos um caminho para ir adiante”. O certo é que, em relação a 1981, quando João Paulo II publicou a “Familiaris Consortio”, há “novos desafios” para a família, e, no tocante “à doutrina, segue sendo a mesma, e todos consideram, por exemplo, a indissolubilidade do matrimônio como um grande dom de Deus. Procuramos novas vias para ajudar as famílias a encontrar caminhos, em um clima sociológico, político, econômico e ideológico”. O Sínodo, que “citará” o documento de 1981, não se limitará em “repetir” a “Familiaris Consortio”.

O Papa, contou Gracias, visitou por alguns minutos a comissão, no início dos trabalhos, “agradeceu pelo trabalho feito, animou-nos, destacou a importância do Sínodo sobre a Família e da relação”.

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