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26 Agosto 2015

"Zuckerberg não enriqueceu a dar, nem sequer a tirar dos ricos para dar aos pobres, mas a tirar de toda a gente sem distinção de cor, género, credo ou bolsa", escreve Alexandra Lucas Coelho, em artigo publicado no sítio Público.pt, 23-08-2015.

Eis o artigo.

No Verão de 2015, o Facebook chegou a 1,49 mil milhões de utilizadores, ou seja, metade da população online do planeta, e para a outra metade há aquele aliciante à entrada da rede: “Facebook: é grátis, e sempre será”.

A este ritmo, talvez antes de acabar a água no planeta a rede de Mark Zuckerberg chegue a vários mil milhões. Se isso vai ser bom para o planeta em geral, e a liberdade em particular, depende de como esses milhões usarem o Facebook, mas certamente será bom manter presente que não só o Facebook não é grátis como é amigo do alheio: Zuckerberg não enriqueceu a dar, nem sequer a tirar dos ricos para dar aos pobres, mas a tirar de toda a gente sem distinção de cor, género, credo ou bolsa. Aliás, tirar não é de facto a palavra porque ele não o faz sem permissão, cada um dá o que entende, mesmo que não o entenda, o que em centenas de milhões de casos é muito. Portanto, Zuckerberg é aquele multimilionário que enriqueceu de forma supersónica com as doações de 1,49 mil milhões de pessoas. Uma ideia megalucrativa que mudou a vida do planeta. Por isso é megalucrativa, e por isso não é grátis.

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