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Por: André | 18 Junho 2015

A Europa está se despedaçando diante da migração. As fronteiras da França, Suíça e Áustria, por diferentes motivos, se fecharam para os migrantes. As imagens das estações de Vintimiglia, Milão e Roma narram a tragédia de um caminho que se fechou, mas também de um direito (o direito de asilo) que está se debilitando e poderia deixar de ser exigido.

A reportagem é de Gian Carlo Perego, diretor-geral da Fundação Migrantes, e publicada por Vatican Insider, 16-06-2015. A tradução é de André Langer.

Nesta que deveria ser a “era dos direitos” (Norberto Bobbio), as migrações estão revelando as dificuldades existentes na tutela dos direitos e na proteção internacional para quem foge de 42 guerras, de desastres ambientais, de perseguições política e religiosa: um caminho que se entrelaça com o daqueles que desde sempre fogem da fome e da sede, da pobreza. Enquanto a Itália celebra na EXPO de Milão o compromisso dos países mais ricos contra a fome, reconhecemos o fracasso dos Objetivos do Milênio e, contemporaneamente, oferecemos na Europa e nas regiões do norte da Itália um triste exemplo de rejeição de homens e mulheres como nós, que estão a caminho devido a migrações forçadas.

É hora de recordar a solidariedade. A Europa, que nestas décadas se enriqueceu com o trabalho de migrantes, que desviou o olhar da exploração dos países pobres e que alimentou com o próprio arsenal bélico as 42 guerras em andamento no mundo, deve recuperar o sentido da solidariedade e da justiça para com os migrantes, particularmente para com aqueles que pedem asilo ou alguma das formas de proteção internacional.

A Itália do presente, depois que a Europa reconhecera suas ações com a Operação Mare Nostrum (que vigiava o Mediterrâneo para tutelar a vida das pessoas), deve reconhecer (abandonando a lógica de simplesmente vigiar as fronteiras) que também não foi confiável na hora de se ocupar da gestão dos migrantes: primeiro são presos no Sul, em grandes estruturas, e são deixados à discrição das autoridades locais na segunda acolhida, que se vê caracterizada por graves fatos de corrupção e por interesses mafiosos, sem ter uma real atenção pelos menores desacompanhados.

Neste momento, a fragilidade da Itália e da Europa, para que se possa modificar o documento de Dublin e permitir a livre circulação dos migrantes, está na credibilidade do primeiro sistema de acolhida. Seria importante que a Itália, neste momento criasse, por um lado, uma frente comum com a Alemanha, Suíça, Inglaterra e França para a elaboração de um novo sistema de asilo que se estenda aos 28 países da União Europeia, e, por outro lado, que afinasse o próprio sistema de primeira e segunda acolhida em seus três níveis operacionais: os portos e as ferrovias; a burocracia da primeira acolhida que se concentra em grandes estruturas; e a segunda acolhida, distribuída em todas as localidades do país.

Fazer ouvir a própria voz, sozinha, em uma situação de pouca credibilidade, seria contraproducente na Europa; seguir com um sistema de esbanjamento, tempos longos e concentração, além de não dar valor a um recurso, como são os migrantes que estão atravessando o Mediterrâneo, para um país velho e parado, significaria alimentar os conflitos em nossas cidades e no país, em vez de contribuir para a criação de uma Europa solidária.

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