Demirtas triunfa na Turquia com transformação do partido das minorias

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10 Junho 2015

"Conquistamos uma grande vitória", disse contente, no domingo (7) à noite, Selahattin Demirtas, líder do Partido Democrático dos Povos (HDP, esquerda e pró-curdos), durante uma entrevista coletiva improvisada no restaurante Cezair, no centro de Istambul (Turquia).

A reportagem é de Marie Jégo, publicada no jornal Le Monde, 09-06-2015.

"Os partidários da democracia e da paz venceram; aqueles que querem a autocracia, são arrogantes e se consideram os únicos donos da Turquia perderam", ele proclamou, aproveitando para agradecer àqueles que "emprestaram" sua voz ao HDP. "Eu não os desapontarei", afirmou.

Foi conduzido por Demirtas que o pequeno partido pró-curdos obteve 13% dos votos, o suficiente para garantir a presença de 80 deputados no novo Parlamento, contra 29 anteriormente, todos eleitos como candidatos "independentes" durante as eleições legislativas de 2011.

Desconhecido do grande público até dois anos atrás, esse jovem advogado de 42 anos, tocador de saz (tradicional instrumento musical de cordas) e bardo nas horas vagas, conseguiu conduzir seu partido à vitória com poucos recursos, três horas na televisão pública entre os dias 3 de maio e 3 de junho, contra as 45 horas do presidente Erdogan e 54 horas de seu primeiro-ministro, Ahmet Davutoglu.

Único partido de aspecto europeu

Com seu dom para o slogan e seu sólido traquejo político, Demirtas conseguiu se distanciar do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, proibido na Turquia) para ampliar a base do HDP para as minorias, as mulheres, os homossexuais e os ecologistas. Graças a ele, o partido pró-curdos perdeu seu rótulo "étnico" para se tornar um partido turco, o único partido de aspecto europeu no espectro político do país.

Com moderação, ao longo de toda a campanha, ele mencionou a busca do processo de paz entre curdos e turcos pensando em um futuro comum. Recentemente, bandeiras turcas apareceram nos grandes comícios do HDP, algo inédito, enquanto o retrato de Mustafa Kemal Atatürk, cujo governo normalmente é desprezado pelos curdos, acompanhava o do líder preso Abdullah Öcalan.

A violência que se desencadeou contra o HDP ao longo de toda a campanha - 2 mortos, 150 feridos em um atentado em Diyarbakir, quase 50 ataques contra os escritórios do HDP em toda a Turquia - não foi suficiente para abalar as populações curdas do sudeste. E os ataques da imprensa pró-governo contra Selahattin Demirtas, acusado de ter "comido carne de porco" durante uma viagem recente à Alemanha, não produziram o efeito esperado.

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