A comissão vaticana antipederastia expressa a O’Malley seu mal-estar diante da nomeação de Juan Barros

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Por: André | 13 Abril 2015

Quatro membros da comissão de assessoria ao Papa Francisco sobre abusos sexuais viajaram a Roma para manifestar pessoalmente seus receios diante da nomeação do bispo Juan Barros, acusado de encobrir um conhecido abusador, Fernando Karadima.

A reportagem é publicada por Religión Digital, 12-04-2015. A tradução é de André Langer.

Marie Collins, membro da comissão, disse que ela e outros três integrantes se reunirão no domingo com o cardeal Sean O’Malley, o substituto do papa em matéria de abusos sexuais, para expressar-lhe seus receios diante da nomeação de Juan Barros como bispo de Osorno.

Algumas vítimas do abusador, o reverendo Fernando Karadima, dizem que Barros tinha conhecimento dos abusos e inclusive presenciou alguns deles várias décadas atrás.

Collins disse que se Barros não compreendeu na época que a conduta de Karadima era inaceitável, “então não compreende o abuso de crianças” e não deveria estar à frente de uma diocese onde seria responsável por proteger as crianças dos pederastas.

Na reunião também participará o britânico Peter Saunders, que foi vítima de abusos em sua adolescência. Em uma entrevista ao The Guardian, Saunders afirmou que aquelas pessoas de que se tem convicção ou existem denúncias confiáveis de que acobertaram os autores “devem ser removidos da minha Igreja”. E acrescentou que vai pedir ao cardeal O’Malley para que diga isso ao Papa “caso eu não consiga vê-lo eu mesmo”.

Em março deste ano, representantes da comissão vaticana contra os abusos sexuais pediram ao pontífice para que destitua Juan Barros por suas supostas vinculações com o acobertamento de abusos sexuais.

Membros da comissão, formada por 17 pessoas de diferentes países e vários leigos, entre eles representantes das vítimas, manifestaram publicamente sua “preocupação” depois que Barros assumisse como bispo de Osorno.

Trata-se de uma situação sumamente delicada para o pontífice latino-americano, que prometeu “tolerância zero” neste tipo de situação.

“Eu falo apenas por mim mesmo ou por um subgrupo de trabalho da comissão; todos estamos muito preocupados com o que está acontecendo no Chile”, declarou, por sua vez, Peter Saunders nessa ocasião.

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