Brasil e Índia sob pressão na reunião do clima

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03 Dezembro 2014

Há uma leve atmosfera de pressão na COP-20, a conferência do clima de Lima que começou ontem, em relação ao Brasil e à Índia. Depois de a China ter anunciado que o pico de suas emissões irá acontecer, no máximo, até 2030, e que 20% de sua energia virá de fontes renováveis, governos e ONGs reunidos no Peru aguardam os próximos passos das outras economias emergentes. O Brasil foi mencionado várias vezes ontem, no primeiro dia da megareunião.

A reportagem é de Daniela Chiaretti, publicada pelo jornal Valor, 02-10-2014.

Elina Bardram, chefe da unidade de clima da Comissão Europeia lembrou que três grandes economias mostraram o que querem fazer, citando as recentes iniciativas de EUA, União Europeia (UE) e China para reduzir as suas emissões. Questionada sobre como trazer para o mesmo barco Rússia, Índia, Brasil e Japão, ela respondeu: "Precisamos ter mais clareza do que suas metas significam, para vermos como estaremos em Paris".

Ela se referia à conferência do clima de 2015, em Paris, quando se espera será assinado um tratado global climático para vigorar a partir de 2020. Os países têm até o final do primeiro trimestre do ano que vem para colocar suas contribuições à mesa, e uma das tarefas da CoP de Lima é encontrar uma padronização desses esforços.

Nos corredores da conferência, montada em tendas numa área militar de Lima, especula-se sobre quais seriam os próximos passos da Índia e do Brasil. Há poucos dias, a ambientalista Liz Gallagher, líder do programa da diplomacia climática da E3G, traduziu este clima ao dizer que "não está claro como os indianos, sul-africanos e brasileiros irão agir em Lima."

Os membros da delegação brasileira que estão em Lima para discutir as questões técnicas, nesta primeira semana, mantiveram-se discretos ontem, assim como os indianos e os chineses. Os americanos não apareceram na entrevista coletiva que estava marcada.

Para a UE, o acordo bilateral entre China e EUA, anunciado no mês passado, também é vago, embora seja um avanço. Bardram disse que é preciso conhecer mais das políticas públicas dos EUA para saber como cortarão 26% a 28% das emissões até 2025, em relação a 2005. Sobre a intenção chinesa de conter emissões, ela quer ver detalhes. A negociadora disse que a UE quer que o acordo de Paris tenha quatro pontos: seja ambicioso, transparente, equilibrado e duradouro.

"A CoP de Lima não pode falhar", disse Christiana Figueres, secretária-executiva da convenção do clima da ONU, em um tweet. Na abertura do evento ela lembrou que 2014 deve ser o ano mais quente da história e que as emissões seguem subindo.

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