China admite cortar emissões de CO₂

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28 Maio 2013

A China pretende introduzir controles mais rígidos à poluição provocada pelo carbono já em 2016, uma mudança que poderá estimular as discussões sobre o acordo global para conter as emissões de gases que provocam o efeito estufa. A informação foi dada ontem por uma autoridade ligada à política do país para o carbono.

A reportagem é de Leslie Hook e Pilita Clark, publicada pelo Financial Times e reproduzida pelo jornal Valor, 28-05-2013.

A China, que responde por quase um quarto das emissões mundiais de dióxido de carbono, vem resistindo às pressões internacionais para se comprometer com cortes absolutos em suas emissões, as maiores do mundo. Em vez disso, vem dizendo que vai reduzir sua "intensidade de carbono", relativas à produção econômica.

Porém, o Ministério do Planejamento Econômico está cogitando impor um teto às emissões para seu próximo plano quinquenal (2016-2020) e estudando o nível que seria apropriado, segundo informou Jiang Kejun.

Isso poderá ajudar a acabar com um impasse nas discussões da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o clima, para se chegar a um acordo global compulsório sobre o corte das emissões, em uma reunião em Paris em 2015, que seria levado a efeito em 2020.

Jiang, um membro da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma especializado em política de carbono, disse: "Tenho certeza de que a China terá uma meta para as emissões totais durante o 13º plano quinquenal".

Jiang, cujo departamento influi na elaboração das políticas de carbono da China, disse que uma meta para as emissões totais seria "mais eficaz" que a meta anterior de intensidade. Ele acrescentou que "é bem possível" que a China desista de sua oposição de longa data aos tetos às emissões de carbono para as nações em desenvolvimento, antes da reunião sobre o clima da ONU em Paris em 2015.

"O mundo inteiro precisa apresentar um bom protocolo, e esse deveria ser o último protocolo, caso contrário não teremos tempo", disse Jiang referindo-se à reunião de Paris. O teto às emissões da China estaria ligado aos tetos existentes sobre o consumo de carbono, afirmou ele.

Outro motivo para a mudança de posição chinesa é a crescente discussão na opinião pública sobre a poluição do ar, que na China se tornou uma questão de saúde pública, além de um tema político.

Nenhum anúncio oficial foi feito até agora sobre um teto às emissões absolutas, mas os comentários de Jiang marcam a primeira vez que os responsáveis pela política de emissão de carbono da China falam publicamente sobre esse plano.

Suas observações estão de acordo com uma mudança de posição da China que, segundo alguns especialistas, vem se mostrando evidente em reuniões recentes fechadas sobre o clima, fora das negociações formais da ONU.

As discussões na ONU empacaram porque os Estados Unidos e outros países ricos afirmaram não poder aprovar um acordo enquanto grandes países em desenvolvimento como a China não desistirem de sua oposição histórica aos cortes de emissões que até agora vêm sendo exigidos apenas às nações industrializadas.

Peter Kent, ministro do Meio Ambiente do Canadá, disse que a China e o Brasil emitiram "sinais muito positivos" sobre tal mudança em uma reunião do chamado Fórum das Grandes Economias sobre a Energia e o Clima (MEF, na sigla em inglês), realizada em Washington no mês passado.

"O Brasil e a China disseram coisas que eu nunca ouvi antes", relatou Kent. "Ainda temos um caminho a percorrer, mas ele está mais encorajador, especialmente em relação à China e ao Brasil. Acho que estamos vendo uma movimentação deles para assumir compromissos em algum momento."

O MEF inclui os Estados Unidos, a União Europeia e os Brics. As emissões combinadas de seus membros respondem por mais de quatro quintos de todas as emissões de combustíveis fósseis responsáveis pelo efeito estufa, bem mais que os 15% cobertos pelo único tratado global sobre o clima, o protocolo de Kyoto.

Os líderes da China, o presidente Xi Jinping e o primeiro-ministro Li Keqiang, vêm prosseguindo com os esforços de controle das emissões de carbono desde que assumiram o poder em março.

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